OBTENÇÃO DE BIOFILMES ÚMIDOS FUNCIONAIS DE MISTURA DE AMIDO DE ARROZ E MANDIOCA COM EXTRATO DE HORTELÃ VERDE (MENTHA SPICATA)

MAHLE, Victoria Maria Leoncio1; JÚNIOR, Robert Nelson Granada Gressner3; SOUZA, Clayton Fernandes de2;

Resumo

Introdução:Os biofilmes estão sendo cada vez mais explorados como curativos oclusivos, por favorecer trocas gasosas, manter a umidade da pele, proteger contra agentes patogênicos e incentivar a reconstrução do tecido epitelial, além de serem biodegradáveis. Pensando neste mercado, a incorporação de aditivos bioativos que tenham atividades anti-inflamatórias, antibacterianas, antioxidantes e relaxantes, minimizando o efeito da dor, podem propiciar uma nova funcionalidade para estes biocurativos. Tais propriedades são encontradas nos extratos de hortelã (Mentha spicata) e cera de abelha que, sendo incorporadas à matrizes poliméricas como de amido, podem aumentar a aplicabilidade destes biomateriais.

Objetivo:Obter biofilmes úmidos funcionais a partir da mistura em diferentes proporções de amido de mandioca e arroz, funcionalizando com extrato hortelã verde (Mentha spicata) e cera de abelha, avaliando seu aspecto visual, capacidade de absorção e estabilidade em diferentes meios.

Metodologia:O preparo dos filmes foram realizados em duas etapas. Na primeira utilizou-se como matéria-prima, o amido de arroz e mandioca que foram dispersos em 20 mL de água ou extrato aquoso de hortelã (EH) à 1% (m/V) na proporção 4:1. Após a dispersão os filmes depositados em placas de petri untadas com óleo de coco e levados em banho-maria até a gelatinização do amido sendo avaliado o aspecto visual dos filmes. Na segunda etapa, utilizou-se filmes de arroz comercial, avaliando-se a capacidade de absorção da água, do extrato aquoso de hortelã 1%(m/V), gelatina (GL) 1% (m/V) e uma mistura entre EH/GL 1% (m/V). Posterior à análise de absorção, avaliou-se a estabilidade destes biofilmes em diferentes pHs (6, 7,2 e 10), medindo a perda de massa após 7 dias de imersão nos meios.

Resultados:Na primeira etapa foi possível estimar condições de preparo dos biofilmes a partir das matérias-primas base (amidos de arroz e mandioca). A segunda etapa do projeto mostrou-se importante, em que observou-se que filmes de arroz podem apresentar um tempo de 10 à 15 minutos para absorver a solução em que ele está imerso, o que propicia uma dinamização de sua produção. Os ensaios de estabilidade também mostraram que os biofilmes de amido de arroz produzidos e incorporados com EH e GL apresentam boa estabilidade, perdendo em média 19%, 12% e 17% de sua massa inicial nos pH 6,0, 7,2 e 10, respectivamente, permitindo definir quais condições são mais favoráveis de aplicação dos biofilmes produzidos.

Conclusões:Os resultados obtidos na pesquisa mostraram que é possível obter filmes (curativos) à base de amido. O destaque do diferencial da produção deste tipo de material, além da utilização como possível curativo oclusivo, é que este não é um agente poluidor, de alta biodegradabilidade, diferentes dos outros materiais já comercializados à base de polímeros sintéticos.

Palavras-chave:Biopolímeros, Biofilme de arroz e gelatina, extrato aquoso de hortelã, filmes frescos funcionalizados.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador