INCIDÊNCIA DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO PÓS TRANSPLANTE RENAL

PENTEADO, Jéssica Calixto Calil1; MEYER, Fernando2;

Resumo

Introdução:A doença renal crônica (DRC) é definida como perda da função renal de maneira irreversível. O paciente que evolui com DRC e atinge o estágio 5, apresenta uma taxa de filtração glomerular <15mL/min/173m² ou >15mL/min/173m², associada a complicações. A melhor opção terapêutica para esses pacientes consiste em transplante renal, pois aumenta a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes renais crônicos. A reconstrução do trato urinário é feita através da ureteroneocistostomia, sendo a técnica de Lich-Gregoir entre as mais utilizadas. Os pacientes submetidos ao transplante podem apresentar complicações, sendo a infecção do trato urinário (ITU) a mais comum, principalmente dentro do primeiro ano após o procedimento. O acompanhamento ambulatorial é fundamental para diagnóstico, avaliação e seguimento dos pacientes.

Objetivo:Avaliar a incidência de infecção do trato urinário em pacientes após transplante renal

Metodologia:Estudo ecológico observacional retrospectivo, realizado em Curitiba - Paraná, no período de jan/2007 a jan/2017. Foi realizada a coleta de dados a partir de prontuários do Hospital Universitário Cajuru (HUC), de 420 pacientes transplantados renais. Os critérios avaliados foram a) idade b) sexo c) comorbidades como hipertensão, diabetes mellitus e doença renal crônica d) creatinina pré e pós transplante e valor de redução após procedimento e) tipo de cirurgia realizada f) número de infecções do trato urinário g) infecção de repetição dentro do intervalo de 1 ano. As variáveis foram estimadas consideranto o teste de t de Student e o teste exato de Fisher. Valores de p<0,05 foram considerados significantes estatisticamente.Os dados foram analisados com o programa computacional IBM SPSS Statistics v.20.0.

Resultados:Dentre os 420 pacientes selecionados submetidos ao transplante, apenas 343 possuíam dados suficientes para inserção no trabalho. A maior taxa de infecção do trato urinário esteve presente em pacientes do sexo feminino. Além disso, a maioria dos pacientes apresentava como comorbidade doença renal crônica e diabetes. A presença de hipertensão arterial sistêmica foi observada em apenas 5,4% dos pacientes. Os valores da creatinina antes e após o transplante tiveram média de 8,9 e 5,3 respectivamente, sendo a taxa de redução com média de 3,6. A técnica de Gregoir-Linch foi predominante entre os pacientes. Analisou-se também a presença de ITU de repetição, onde 25,4% dos pacientes apresentaram um quadro dentro de um ano de evolução.

Conclusões:Os resultados reforçam a necessidade de ampliar o estudo sobre infecção urinária após transplante renal, principalmente, a implicação da creatinina no paciente após transplante e na sobrevida. Sugere-se também ao profissional de saúde a utilização de prontuários médicos eletrônicos, a fim de evitar informações faltantes.

Palavras-chave:infecção. transplante. renal

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador