ASSOCIAÇÃO ENTRE OS ENDÓTIPOS INFLAMATÓRIOS E A FUNÇÃO OLFATÓRIA EM PACIENTES COM RINOSSINUSITE CRÔNICA

VIEIRA, Nícia Caroline Nakano1; SANTOS, Fabiana Seifert 3; SOUSA, Karolaine Marcelina da Silva 3; LOPES, Natália Medeiros Dias 3; GARCIA, Ellen Cristine Duarte 3; ROSSANEIS, Ana Carolina 3; FORNAZIERI, Marco Aurelio2;

Resumo

Introdução:A rinossinusite crônica (RSC), doença inflamatória dos seios paranasais e da mucosa nasal, é uma patologia de significativa prevalência, que afeta consideravelmente a função olfatória dos seus portadores. Essa perda do olfato pode levar a prejuízos para os indivíduos, além do aumento a exposição a riscos como vazamentos de gás. Dessa forma, é de notável importância estudar o significado clínico-fisiopatológico da doença, para que se estabeleçam tratamentos mais eficazes.

Objetivo:Analisar os endótipos inflamatórios da rinossinusite crônica em pacientes de uma população latino-americana e associar esses achados teciduais com apresentações fenotípicas e alterações clínicas, como a disfunção olfatória, importantes para uma abordagem terapêutica diferenciada.

Metodologia:Foram analisados 35 indivíduos (17 mulheres e 18 homens), 34 pacientes com rinossinusite crônica (com ou sem pólipos) e 1 paciente controle sem a doença, a partir de biópsia do tecido nasal. As biópsias foram avaliadas através de testes imunoenzimáticos para 9 marcadores inflamatórios e foram alocados em clusters definidos pelo artigo base usado para o trabalho. Esses clusters foram definidos de acordo com o padrão inflamatório e fenotípico, classificação feita por Bachert e colaboradores, por isso o número pequeno de controle nesse trabalho, pois a análise é feita usando os parâmetros já estabelecidos. Para a análise da função olfatória foi utilizado o Teste de Identificação do Olfato da Universidade da Pensilvânia (UPSIT). Os dados foram analisados através da análise de variância (ANOVA) e correlação de Pearson, após a confirmação da normalidade da distribuição dos dados.

Resultados:Não foi encontrada associação entre as pontuações do teste olfatório e os diferentes perfis inflamatórios encontrados (p=0,24). A maior parte dos pacientes se concentraram nos clusters 6, 7,8 (62%) de acordo com os marcadores mais encontrados, e não houve relação entre os clusters e apresentação de polipose nasal (R=0,26).

Conclusões:Através da caracterização dos endótipos na população brasileira possibilita o foco em tratamentos específicos que poderão trazer maior benefício ao pacientes e o conhecimento acerca das características dos sintomas também causa a ampliação da literatura acerca da patologia e em um diagnóstico, tratamento e prognóstico mais efetivos para essa doença.

Palavras-chave:Olfato. Hiposmia. Inflamação. Disfunção olfatória

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador