ASSOCIAÇÃO ENTRE OS ENDÓTIPOS INFLAMATÓRIOS E A QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM RINOSSINUSITE CRÔNICA

SOUSA, Karolaíne Marcelina da Silva1; SANTOS, Fabiana Seifert 3; VIEIRA, Nícia Caroline Nakano 3; LOPES, Natália Medeiros Dias 3; GARCIA, Ellen Cristine Duarte 3; ROSSANEIS, Ana Carolina 3; FORNAZIERI, Marco Aurelio2;

Resumo

Introdução:A rinossinusite crônica (RSC) é, por definição, uma doença inflamatória da mucosa do nariz e dos seios paranasais, com duração superior a 12 semanas. Essa doença causa perda da qualidade de vida para os pacientes e possui alta prevalência entre a população, sendo um problema de saúde pública. Além disso, os sintomas como perda do olfato e obstrução nasal levam a prejuízos na alimentação, sono, podendo afetar as atividades diárias do indivíduo.

Objetivo:Estimar a prevalência e o reflexo clínico dos diferentes endótipos inflamatórios da Rinossinusite Crônica de uma amostra de população latino-americana comparando a qualidade de vida entre os diferentes perfis inflamatórios para uma melhor caracterização dos perfis clínicos nessa população.

Metodologia:Foi realizado um estudo de caso-controle através da coleta de 35 biópsias nasais (17 mulheres e 18 homens), sendo 26 em pacientes com rinossinusite com polipose, 8 em pacientes com rinossinusite crônica sem polipose e 1 paciente controle sem a doença. Nas amostras de tecido obtidas foram analisados 9 marcadores inflamatórios: IgE total, IFN-y, IL-5, IL-6, IL-8, IL 17, IL-22, proteína catiônica eosinofílica (ECP), mieloperoxidase (MPO) através de testes imunoenzimáticos. De acordo com as concentrações dos marcadores e sua associação com dados clínicos coletados através de questionário, os pacientes foram alocados em 10 clusters (grupos definidos por Bachert e colaborados em trabalho usado como base de acordo com os valores apresentados no perfil inflamatório). A qualidade de vida foi avaliada através de questionário específico (SNOT-22). Os dados foram comparandos usando análise de variância e correlação de Pearson.

Resultados:Não houve diferença significativa na qualidade de vida entre os diferentes clusters (p=0,94). A maior parte dos pacientes foram agrupados nos clusters 6,7,8 (62%). Não houve nenhum paciente nos clusters 9 e 10. Não houve correlação entre a presença de pólipos nasais e os perfis inflamatórios (R=0,26).

Conclusões:A análise dos perfis inflamatórios pode direcionar os tratamentos médicos para uma melhor eficácia dos mesmos. A identificação dos diferentes sintomas entre eles pode facilitar a identificação de padrões fenotípicos.

Palavras-chave:Sinusite. Inflamação. Fenótipo. Prevalência

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador