INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS PARANAENSES COM O SUDOESTE ASIÁTICO: MALÁSIA, INDONÉSIA E SINGAPURA

PENKAL, Lígia Loregian1; WINTER, Luis Alexandre Carta2;

Resumo

Introdução:O estreitamento das relações comerciais entre o Paraná e os países do Sudoeste Asiático, em especial Malásia, Indonésia e Singapura, é um setor estratégico, pouco pesquisado e com um enorme potencial para trocas comerciais e o desenvolvimento econômico do estado do Paraná.

Objetivo:O principal objetivo é aprender sobre o mercado do sudeste asiático como potencial receptor de produtos paranaenses. Como objetivos específicos é auxiliar na exportação de produtos da indústria paranaense; fazer uma correlação entre o mercado da Malásia, Indonésia e Singapura com os produtos produzidos no Paraná e que possam interessar a esses países; auxiliar a pequena e média indústria paranaense que queira exportar, em estreita colaboração com o Centro Internacional de Negócios (CIN) do Paraná; apresentar os resultados em eventos científicos e grupos de pesquisa, tais como, o Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) e no Núcleo de Estudos Avançados em Direito Internacional (NEADI); finalmente, repassar à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Metodologia:Foi adotado o método hipotético-dedutivo a partir da revisão bibliográfica sistemática, bibliometria e estudo de caso, sendo o primeiro voltado para a coleta de dados históricos, jurídicos e econômicos. O segundo, para a realização de uma análise qualitativa e quantitativa dos dados coletados, traçando um paralelo entre a legislação brasileira e a estrangeira. Por fim, o terceiro método visa a aprofundar a interação entre o pesquisador e o objeto de pesquisa, procurando lacunas e tendências de mercado para superação de entraves.

Resultados:Os resultados foram variáveis, dependendo do país analisado. Para a Indonésia o principal produto das exportações brasileiras apontado no panorama supracitado foi o farelo de soja, mercadoria que o Paraná é grande produtor, e representou 32,2% do total de exportações do país em 2014. Em seguida foi o algodão (14,4%); cereais (10,6%); ferro e aço (8,1%); açúcar (7,3%); tabaco e sucedâneos (5,1%) e minério de ferro (3,7%); para a Malásia em 2009 o Brasil foi o maior parceiro comercial da Malásia na América Latina e o 22º maior parceiro comercial geral. No entanto, o comércio bilateral ainda é relativamente pequeno, o que fez com que em 2010 o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil realizasse missão comercial à Malásia, denominada “Reunião de Compradores-Vendedores Brasileiros”, para revigorar as relações comerciais por meio de novas parcerias lucrativas com negócios locais; e para Singapura em 2017 o intercâmbio comercial Brasil-Singapura foi de US$ 3,38 bilhões, superior aos valores registrados nos dois anos anteriores e foram: plataformas de perfuração ou de exploração, dragas, etc.; óleos combustíveis; e partes de motores e turbinas para aviação.

Conclusões:O Paraná permanece com o legado do início da sua industrialização: um estado exportador de commodities, produtos exportados sem beneficiamento e por grandes empresas. As pequenas e médias empresas paranaenses possuem representatividade quanto a exportação, mas muitas são filiais de multinacionais e seus produtos não possuem tecnologia de ponta, poucos podem ser classificados como média-alta tecnologia, o que afeta a competitividade frente a concorrência internacional.

Palavras-chave: Internacionalização. Competitividade. Inovação. Indústria Paranaense. Sudoeste Asiático.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador