FATORES DE RISCO PARA MORTALIDADE EM PACIENTES COM ENDOCARDITE EM DOIS HOSPITAIS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA

MIRANDA, Anna Luiza Cauduro de1; TUON, Felipe Francisco Bondan2;

Resumo

Introdução:A endocardite infecciosa (EI) é uma doença caracterizada por focos inflamatórios na superfície do endotélio cardíaco e em suas válvulas cardíacas, conferindo uma elevada taxa de morbi-mortalidade nos pacientes acometidos. Existem diversos fatores de risco para o aparecimento da doença, entre eles o uso de drogas endovenosas, presença de cateteres de longa permanência e uso de dispositivos intracardíacos ou valvas protéticas. Diversos agentes estão relacionados com o desenvolvimento da EI, entre eles o S. aureus, S. Coagulase negativo e Streptococcus.

Objetivo:Este levantamento estatístico tem o objetivo de conhecer os perfis epidemiológicos e patológicos dos pacientes com EI em dois hospitais de Curitiba, relacionando os tratamentos realizados e os agentes etiológicos com o desfecho mortalidade.

Metodologia:A amostra consistiu em 36 pacientes com endocardite conformada por ecocardiografia. A partir destes pacientes, buscou-se correlacionar a presença de comorbidades, presença de culturas positivas, presença de valvas protéticas, tempo de internamento e de tratamento, com o desfecho morte. Esta pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Protocolo CAAE 80951917.8.0000.0020).

Resultados:dos 36 pacientes com endocardite, 29 sobreviveram (desfecho positivo), e 7 morreram (desfecho negativo). A mediana da idade foi de 60,5 anos, e a correlação da idade x desfecho foi de 60 anos no grupo que sobreviveu, e 70 no grupo que morreu (p 0,023). A prevalência de homens acometidos pela EI foi maior, 75% da amostra. As comorbidades mais encontradas nos pacientes portadores de EI foram HAS (52%), Diabetes (25%), Insuficiência Cardíaca (25%) e Insuficiência renal (17%), porém sem relação com mortalidade no presente estudo. O tempo de internamento foi de 23 dias no grupo que sobreviveu, e de 32 dias no grupo que morreu (p 0,611). As hemoculturas mais prevalentes foram de S. aureus, além de S. coagulase negativo.

Conclusões:É de extrema importância o estudo de novos perfis epidemiológicos, patológicos, e de terapêutica, favorecendo o diagnóstico da EI e o sucesso do tratamento.

Palavras-chave:Endocardite. Comorbidade. Tratamento

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador