O USO DO ANIMAL COMO MODELO EXPERIMENTAL SOB A PERSPECTIVA DO PRINCIPIO DOS 3 R’S

RAYMUNDO, Jéssica Cristine Colla1; FISCHER, Marta Luciane2;

Resumo

Introdução:O presente estudo pretende testar a hipótese de que ratos e camundongos foram submetidos a processos de seleção artificial, culminando na interferência genética, devido a características que favorecessem o manejo, tais como menor tamanho, ciclo de vida mais curto e baixa empatia popular e identificar vulnerabilidades na inserção dos animais geneticamente modificados na experimentação animal.

Objetivo:Mapear historicamente o uso de animais como modelos experimentais e didáticos levantando argumentos e justificativas do uso de cada animal, mapear as espécies utilizadas ao longo da experimentação e analisar se estas variavam no Brasil e no exterior, propondo argumentos de como os ratos e camundongos foram selecionados para a experiência.

Metodologia:Foi realizada uma revisão bibliográfica integrativa com o Google Acadêmico utilizando os termos (em português) knockout, knockin, experimentação animal e modelo animal. Os textos recuperados foram categorizados conforme a técnica semântica de Bardin (1990) no Excel registrando bibliográficos, local, data, espécie do animal, quantidade, tipo de intervenção e justificativa para utilizado do modelo animal. A partir das espécies registradas, foram analisados quais eram os animais citados, as suas limitações e benefícios, analisando por meio de gráficos em qual frequência ocorriam. Por meio de um questionário foi observada a opinião do meio científico e popular sobre os animais geneticamente modificados na perspectiva do refinamento na pesquisa.

Resultados:O modelo animal na experimentação teve alterações durante a história, onde anteriormente se tinha animais de grande porte como porcos e primatas. A partir do século XIX foram introduzidos os ratos e os camundongos tidos como preferidos na pesquisa devido a características que favorecem seu manejo como ao fato de serem pequenos, muito prolíferos, apresentarem um curto ciclo reprodutivo e fácil manipulação. Além disso são organismos que possuem similaridades com os humanos. Com a inserção dos animais geneticamente modificados em 1980, o camundongo continuou a ser o modelo animal utilizado pelas mesmas características que acabam facilitando o seu uso principalmente, e pela grande quantidade de informações retidas sobre a espécie. 63,6% dos pesquisadores que participaram da pesquisa aprovam os animais geneticamente modificados principalmente sob as condições de que eles tragam resultados confiáveis, beneficiem muitas pessoas e outros animais e que haja cuidados tanto com a biossegurança quanto com o bem-estar animal. Na parte social 52,21% concordaram com o uso dos animais modificados na pesquisa, porém há uma grande parcela que ainda que não os aceita.

Conclusões:A hipótese inicial foi comprovada com essa pesquisa. De fato, os camundongos e ratos, foram escolhidos e aprimorados como modelos aos pesquisadores devido a características que favorecessem o seu manejo em conjunto com a semelhança entre espécies e a grande quantidade de informações que se tem descrita a seu respeito.

Palavras-chave:Animais geneticamente modificados. Camundongos. Ratos. Modelo Animal.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador