PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO EM USUÁRIAS DAS UNIDADES BÁSICAS DE ATENÇÃO À SAÚDE EM LONDRINA-PR NO ANO DE 2018.

RORATO, Heloísa Nascimento1; MALACHIAS, Vania Aparecida Terra2;

Resumo

Introdução:O câncer de colo uterino (CCU) tem estimativas no Brasil de 16.370 novos casos para o ano de 2018. Com altas taxas de prevalência, é o terceiro tumor mais frequente nas mulheres e a quarta causa de morte por câncer nessa população. Além dos fatores de risco modificáveis como múltiplos parceiros sexuais, início de atividade sexual precoce, multiparidade, tabagismo e uso de contraceptivo oral, o principal fator de risco para o CCU é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). O alto potencial de prevenção e cura desta neoplasia quando diagnosticada precocemente, se dá por intermédio do exame Papanicolau, considerado de rastreio e do tratamento das lesões potencialmente malignas. A fim de intervir na prevenção, no prognóstico e na redução da mortalidade, modificando o panorama do CCU no Brasil, deve-se atentar para o conhecimento dos fatores de risco mais prevalentes e de novas variáveis de risco em determinadas localidades.

Objetivo:O objetivo deste estudo é a análise da prevalência dos fatores de risco que se correlacionam com o desenvolvimento da neoplasia cervical, bem como dos fatores reconhecidos como protetores em mulheres com câncer de colo de útero em 2018, na cidade de Londrina-PR.

Metodologia:A metodologia consiste em revisão bibliográfica, levantamento das mulheres com diagnóstico de neoplasia intraepitelial cervical de grau III e carcinoma invasivo em 2018, cadastradas em Londrina pelo Sistema de Informação do Câncer, entrevista presencial e análise descritiva.

Resultados:Participaram do estudo um total de 33 mulheres com lesão de colo de útero de alto grau e 64 pacientes compunham o grupo controle. O perfil encontrado no grupo caso foi, 45,4% estavam na faixa etária entre 30 e 39 anos, 36,3% eram de etnia branca e parda, 84,8% estudaram até o ensino médio, 48,4% utilizaram contraceptivos orais por pelo menos 5 anos e 69,6% tiveram 2 gestações ou mais. Além disso, 49% teve coitarca com 15 anos ou menos e 73% tiveram 3 ou mais parceiros sexuais.

Conclusões:Com os resultados deste estudo, podemos inferir que os fatores de risco relacionados a neoplasia cervical foram bastante significativos em Londrina, sugerindo também novas variáveis de influência, principalmente o consumo de álcool. Além disso, nota-se um pobre conhecimento sobre a patologia e aspectos relacionados, favorecendo ainda mais o surgimento de fatores de risco evitáveis. Portanto, deve ser priorizado a implementação de programas nacionais que forneçam melhores condições de saúde, efetiva educação em saúde e melhores acesso aos serviços públicos de saúde, promovendo detecção precoce e tratamento em tempo oportuno para enfrentar esta doença.

Palavras-chave:Câncer de Colo do Útero. Prevalência. Fatores de Risco. Papiloma Vírus Humano. Prevenção.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador