AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR EM PACIENTES PORTADORES DE DPOC POR MEIO DA OSCILOMETRIA DE IMPULSO NA CIDADE DE CURITIBA-PR

GIAMBERARDINO, Ana Luisa Garcia1; STORRER, Karin Mueller2;

Resumo

Introdução:A espirometria e´ o me´todo tradicional e padra~o-ouro para avaliar a func¸a~o pulmonar em pacientes com Doença Pulmonar Crônica Obstrutiva(DPOC). No entanto, oscilometria de impulso(IOS) é considerada mais sensi´vel que a espirometria para doenc¸as de vias ae´reas perife´ricas, podendo ser u´til na avaliac¸a~o complementar destes pacientes. complicações

Objetivo:O objetivo deste estudo é avaliar a correlação da oscilometria de impulso e da espirometria em pacientes portadores de DPOC. Propo~e-se que a oscilometria de impulso possa auxiliar no diagno´stico precoce de DPOC e na prevenc¸a~o de possi´veis complicac¸o~es

Metodologia:Estudo observacional transversal que avaliou dados de oscilometria e espirometria atendidos em uma cli´nica particular em Curitiba – PR. Dentre as variáveis analisadas estão idade, sexo, IMC, dados da espirometria: tempo expiratório, capacidade vital(CV), capacidade vital forçada(CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo(VEF1), VEF1/CVF, VEF1/CV, pico de fluxo expiratório(PFE), resposta ao broncodilatador); e oscilometria: resistência 5HZ(R5), resistência 20HZ(R20), frequência(Fres), curva de reactância(AX), reatância 5HZ(X5), resistência 5HZ- resistência 20HZ(R5-R20). Os valores de referência utilizados para definir Distúrbio Ventilatório Obstrutivo(DVO) pela oscilometria foram R5 e R20 >140% do valor de referência, R5-R20 > 0,1, FRES > 12Hz, AX > 0,33 no pré ou pós uso de broncodilatadores(PBD), isolados ou em combinação. Pela espirometria, considerou-se DPOC quando o DVO apresenta-se com VEF1/CVF < 70 após uso de broncodilatador(BD). Valores de p menores que 0,05 foram considerados significativos.

Resultados:Foram avaliados 3213 pacientes no período de Janeiro 2017 a Dezembro 2018. A média de idade foi 46,29 anos(±19,33). Houve maior prevalência no sexo feminino com 1888 pacientes(58,8%). Na população avaliada, 1773(55,10%) não eram tabagistas, 954(29,70%) eram tabagistas ou ex-tabagistas, e 488(15,20%) não informaram histórico de tabagismo. A média do IMC foi 28 Kg/m² (±6,82). O diagnóstico de DVO pela espirometria e DVO pela IOS apresentou correlação significativa como esperado (p<0,05). Não houve correlação estatisticamente significativa em comparação ao tabagismo em nenhum parâmetro isoladamente ou em conjunto, mas houve alteração do parâmetro da Fres em 88% (p=0,064). A maioria dos pacientes sem DPOC não fecharam critérios de DVO pela oscilometria (84%, n=2939, p=0,009), o que pode indicar a utilidade da IOS como um exame para exclusão do DPOC. Houve correlação de DPOC e DVO por R5 (n=159, 58%, p<0,001), R5-R20 (n= 173, 63%, p<0,001) e por AX (n=236, 86%, p=0,017), parâmetro isoladamente mais preditor de DPOC. Não houve correlação significativa entre DVO por todos os parâmetros da oscilometria em pacientes tabagistas com DVO pós broncodilatador (PB) negativo. No entanto, a partir da análise isolada demonstrou-se que 514 pacientes (76%) tiveram DVO constatada por AX (p=0,001), indicando que este parâmetro poderia ser utilizado na detecção de DPOC precoce.

Conclusões:Houve correlação entre DPOC e DVO pelos parâmetros R5, R5-R20 e AX (p<0,001), indicando a utilidade da IOS na avaliação de vias aéreas periféricas. A maioria dos pacientes sem DPOC não fecharam critérios de DVO pela IOS (84%, n=2939, p=0,009), demonstrando a utilidade da IOS como um exame para exclusão. Em pacientes tabagistas com DVO PB negativo, AX, parâmetro isoladamente mais preditor de DPOC, poderia ser utilizado na detecção precoce desta doença (p<0,001).

Palavras-chave:Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Oscilometria. Espirometria

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador