TRIAGEM DE CEPAS DE FUNGOS PRODUTORES DE L-ASPARAGINASE EM MEIO SEMI-SÓLIDO

PASA, Thomas Creczynski1; FIORI, Aline Gouveia 3; ROSA, Rosimeire Takaki 3; RAMOS, Romeu Cassiano Pucci da Silva 3; ROSA, Edvaldo Antonio Ribeiro2;

Resumo

Introdução:A produção comercial de L-asparaginase se dá por bioprocessos envolvendo bactérias. Contudo, enzimas bacterianas podem provocar várias reações indesejáveis no paciente. Por isso, têm sido prospectadas novas L-asparaginases produzidas por microrganismos eucarióticos e um esforço internacional tem sido dispensado para se buscar tais enzimas, sobretudo em fungos filamentosos.

Objetivo:Este estudo foi elaborado considerando a necessidade de fontes e métodos mais eficazes para extração e L-asparaginase, para subsequente aplicação em métodos de produção em maior escala; além de buscar preencher um espaço no mercado brasileiro, a ausência de competição com indústrias estrangeiras.

Metodologia:Discos de 5mm de micélio foram transferidos para placas de Petri descartáveis de 9 cm contendo 15 mL de CDM-asparagina-ágar. Placas sem L-asparagina serviram como controles. Zonas avermelhadas formadas no entorno das colônias indicavam possível produção de L-asparaginase. Placas com CDM-glutamina-ágar foram utilizadas para análise de possível produção de L-glutaminase. Ao todo foram empregadas 17 cepas (Arthrinium xenocordella AV23, Diaporthe arengae, Diaporthe endophytica PB80, Guignardia mangiferae AA118, Penicillium citrinum PB38, e Purpureocillium lilacinum PB41, Beauveria bassiana C4Bio, Cunninghamella elegans DSM1908, Cunninghamella elegans DSM8217, Aspergillus niger UPX-Aniger01, Cunninghamella blakesleeana DSM1906, Cunninghamella echinulata DSM1905, Cunninghamella elegans DSM63299 Aspergillus niger CH, Aspergillus niger 3438, Penicillium sp. 3P1 e Penicillium sp. UPX-Pen01). Os diâmetros das colônias e dos halos de digestão foram medidas com paquímetro e foram realizados os cálculos de atividade enzimática com a fórmula 1-Pz = diâmetro da colônia/diâmetro do halo de digestão.

Resultados:Diversas cepas foram descartadas por apresentarem formação de halo em ambos os aminoácidos; outras foram descartadas por não demonstrarem formação visível de halo no meio com L-asparagina, enquanto apresentavam formação expressiva de halo no meio contendo L-glutamina. A partir das medidas de diâmetros das colônias e halos foi elaborada uma tabela que permitiu estimar a síntese enzimática. A cepa com melhores resultados foi Cunninghamella blakesleeana DSM1906.

Conclusões:Fungos parecem ser uma boa alternativa para produção de L-asparaginase; contudo, a primo-triagem em meio semi-sólido deve ser conduzida para que se estabeleça que cepas podem seguir para estudos subsequentes e quais devem ser "descartadas" por não produzirem a enzima ou por produzirem também L-glutaminase.

Palavras-chave:L-asparaginase. L-glutaminase. Fungos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador