INFLUÊNCIA DA DIREÇÃO DE APLICAÇÃO DE FLUIDOS DE CORTE NA FORÇA E NA TEMPERATURA DE USINAGEM DE AÇO COMUM AO CARBONO

SILVA, Matheus Ferreira Novaes da1; MACHADO, Alisson Rocha2;

Resumo

Introdução:A usinagem é um processo muito importante tanto quando se trata de assuntos acadêmicos quanto para produção de grandes empresas. A temperatura de corte e as componentes de força de usinagem são variáveis extremamente importantes do processo, responsáveis pelo desgaste das ferramentas e, portanto, da produtividade, e também na qualidade da peça. O fluido de corte, com suas funções lubrificantes e refrigerantes são usados para garantir melhorias no processo. Eles podem ser aplicados na forma de jorro ou por mínima quantidade de lubrificante – MQL. Podem também ser aplicados na direção sobre-cabeça (A), contra a saída do cavaco (B) ou entre a superfície de folga e a peça (C). Existem poucos estudos que avaliam a eficiência dessas diferentes direções.

Objetivo:O objetivo deste projeto é verificar como a direção da aplicação de fluidos de corte, tanto na forma de jorro quanto MQL, pode influenciar no comportamento da temperatura e da força de corte no torneamento do aço médio carbono ABNT 1045.

Metodologia:Para a medição da temperatura serão utilizados bits de metal duro sem revestimentos, da classe P30. Para a medição da força de corte serão utilizados insertos de metal duro revestidos SNMG 120404 – 431PM e um suporte QS-PSSNL 2525-12C. A força de corte foi medida utilizando um dinamômetro Kistler e a temperatura fopi medida pelo método do termopar ferramenta-peça desenvolvido no LAUS. Inicialmente, foi variado o avanço (0,062 – 0,085 – 0,114 – 0,151 – 0,201 – 0,238 – 0,327 mm/rot), mantendo-se constante a velocidade de corte em 165 m/min e a profundidade de corte em 1,0 mm. Depois variou-se a velocidade de corte (83 – 105 – 133 – 165 – 210 – 266 m/min) e manteve-se constante o avanço em 0,114 mm/rot e a profundidade de corte em 1,0 mm.

Resultados:Os resultados mostraram que de uma maneira geral não se observou grandes variações na temperatura da interface cavaco-ferramenta, quando aplicando o fluido na forma de MQL e também comparado à condição a seco. Entretanto, de uma maneira geral, a combinação das direções A/B apresentou resultados ligeiramente mais favoráveis de temperatura em relação às demais condições lubri-refrigerantes testadas. Tanto o aumento do avanço como da velocidade de corte aumentaram significativamente a temperatura da interface cavaco-ferramenta. Para as forças de corte, a direção de aplicação do fluido de corte não apresentou influência significativa nos resultados. Entretanto, em uma análise mais acurada, as direções individuais B e combinação A/B se mostraram mais vantajosas. Ao aumentar o avanço houve aumento da força de corte e a variação da velocidade de corte mostrou uma ligeira redução com aumentos desta variável.

Conclusões:Os resultados indicaram que a direção de aplicação do fluido de corte apresentou ligeira influência nos resultados, com tendências da direção B (contra a saída do cavaco) individual ou combinada favorecer a penetração do fluido de corte na interface cavaco-ferramenta, reduzindo forças e temperatura.

Palavras-chave: Usinagem. Direção de aplicação de fluido de corte. MQL e Jorro. Temperatura de usinagem. Força de corte.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador