O ESTADO BRASILEIRO: NACIONALISMO E A REPRESSÃO AOS PROFESSORES E INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS DO PARANÁ.

CANDIDO, Rivaldo Dionizio1; RENK, Valquiria Elita2;

Resumo

Introdução:Esta pesquisa faz parte do projeto “As memórias preservadas nos arquivos públicos e institucionais sobre a violação aos direitos humanos dos professores e estudantes do paraná (1937-1985)”, do Grupo de Pesquisa Bioética e Educação.

Objetivo:A pesquisa investiga os processos políticos e policiais contra Professores e pelas Instituições de Ensino do Paraná durante o Estado Novo (1937-1945) e na Ditadura Militar de 1964-1985, que compõem os Dossiês DOPS.

Metodologia:Esta é uma pesquisa qualitativa, exploratória e a metodologia utilizada é a análise documental, na perspectiva historiográfica. As fontes documentais são os processos abertos políticos-policiais instaurados pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS), que era a polícia repressiva do Estado, arquivados no Arquivo Público do Paraná. Os Dossiês DOPS são compostos por pastas temáticas de instituições e pessoas e são compostas por documentos individuais, recortes de jornais, relatos dos agentes da repressão.

Resultados:A análise das leis e dos documentos demonstram, no período do Estado Novo, a força do Governo na instauração de um projeto de nacionalização, fechando as escolas étnicas, obrigando o ensino da língua portuguesa e a expressão de sentimentos nacionalistas, como, a saudação ao Presidente da República, cantar o Hino Nacional e comemorar as datas cívicas. Durante a Ditadura Militar é mais evidente a intensa atividade dos agentes da repressão ante os atos públicos reivindicatórios, protestos, greves e de pessoas consideradas subversivas, comunistas, esquerdistas ou outros que ameaçassem a segurança pública e ordem. Sendo assim, reprimindo professores, estudantes e instituições de ensino. É possível ainda, durante a Ditadura Militar, conhecer os processos de resistência e as táticas para fazer oposição ante a ditadura, assim como a posição da Igreja Católica e da Ordem dos Advogados do Brasil na defesa dos Direitos Humanos e na proteção de acusados.

Conclusões:As fontes de pesquisa mostram que no período de 1964 a 1985 ocorreram prisões e torturas de professores, estudantes e dirigentes de instituições devido seus posicionamentos políticos, educacionais e pedagógicos, mesmo o Brasil, ser país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também revelam a forte atuação do Estado na educação e nas escolas durante o governo de Getúlio Vargas e a Ditadura Militar, com a intenção de formar uma identidade nacionalista no país e justificadas pela segurança nacional.

Palavras-chave: Direitos Humanos. Arquivos. Repressão. Professores. Instituições.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador