CONDIÇÕES DE VIDA DE REFUGIADOS

COSTA, Natalia Bertani1; ROCHA, ANNA SILVIA PENTEADO SETTI DA 3; ALVARENGA, RODRIGO 3; ROSANELI, Caroline Filla2;

Resumo

Introdução:O processo de globalização tem se ampliado ao longo dos anos e vem trazendo consigo desafios sobre a mobilidade humana e seu acolhimento nos mais diversos países. Sobre o aspecto político e social, os migrantes e refugiados, muitas vezes ficam na invisibilidade, não sendo caracterizado como um grupo vulnerável com necessidades específicas. As barreiras linguísticas e culturais podem dificultar o acesso e a eficácia de diagnósticos e tratamentos na saúde física e mental, colocando estas pessoas a margem de um sistema que deveria proporcionar a inclusão de acordo com os princípios de universalidade e respeito aos direitos humanos.

Objetivo:O objetivo desta pesquisa foi mapear condições de vida de adultos em situação de refúgio em Curitiba sob o enfoque do acesso à saúde.

Metodologia:Foi realizada uma pesquisa qualitativa com grupo focal, com refugiados e migrantes adultos de diversas nacionalidades, residentes do Município de Curitiba – PR. As entrevistas aconteceram em português, inglês e francês, com grupos de mulheres e homens separados.

Resultados:Como resultados deste estudo pode-se perceber que as principais barreiras ao acesso a saúde em Curitiba são sobre o aspecto idioma, e clareza sobre seus direitos a acessos ao serviço público de saúde. O grupo participante não conhece os serviços de saúde existentes no município, embora não tenham necessitado de emergências e urgências enquanto residentes no Brasil. Além disso, pode-se perceber que os deslocamentos geram sofrimentos e danos à saúde mental e que há necessidades de políticas públicas ampliadas ao reconhecimento destas fronteiras como direito humano.

Conclusões:Desta forma, considera-se que o contexto do sofrimento e as dinâmicas de acolhimento devam ser sensíveis culturalmente, e as políticas públicas devam proteger a complexidades individuais e coletivas dos migrantes em qualquer fronteira. O processo migratório visto como uma vulnerabilidade social pode também ter implicações morais, por conta das fragilidades do migrante diante das narrativas preconceituosas e xenofóbicas que caracteriza a ausência de acolhimento nos locais onde tentam recomeçar suas vidas. Por isto, em um momento em que sistema de saúde brasileiro é ameaçado por políticas de austeridade, defender a saúde como direito humano universal implica em defender o interesse de todos aqueles que se encontram em solo nacional, incluindo brasileiros, estrangeiros ou refugiados. Isto amplia a perspectiva de defesa de direitos e igualdade, especialmente na proteção dos mais vulnerados.

Palavras-chave:Saúde. refugiado. migração. vulnerabilidades

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador