CULTIVO DE MATRIZ ACELULAR COM CÉLULAS-TRONCO DE CORDÃO UMBILICAL DIFERENCIADAS PARA CONDRÓCITOS

RILLO , LUCAS NERONE 1; SOUZA, Luiz Cesar Guarita 2;

Resumo

Introdução:Os defeitos traqueais, em especial a estenose traqueal, são condições extremamente graves que com frequência se tornam potencialmente fatais. O tratamento padrão-ouro é a ressecção da lesão com anastomose término-terminal primária. Contudo, quando não passível de ser realizada, alternativas de tratamento devem ser consideradas. A membrana amniótica (MA) tem sido amplamente utilizada em várias áreas da medicina, como cardiologia e ortopedia como enxerto, objetivando regeneração tecidual e bioengenharia.

Objetivo:Analisar a capacidade de regeneração tecidual da traqueia, por meio de tomografia computadorizada, após o implante de membrana amniótica acelular (MAA) cultivada com células-tronco do cordão umbilical diferenciadas para conócitos em coelhos submetidos à traqueostomia.

Metodologia:Quinze coelhos foram randomizados em três grupos de forma igualitária. Animais no grupo controle foram submetidos somente à traqueostomia, animais no grupo MA foram submetidos à traqueostomia e receberam enxertia de MA que cobriu o defeito na traqueia e os animais no grupo MA+CTD foram submetidos à traqueostomia e receberam enxertia de células-tronco de cordão umbilical (CTCU) diferenciadas para condrócitos que cobriu o defeito traqueal. Os tecidos no local da traqueostomia foram examinados 60 dias após a cirurgia por meio de análise tomográfica axial computadorizada (TAC) sendo avaliada a área do defeito, e os cortes sadios imediatamente abaixo da área de lesão, utilizando o software Horos versão 3.3.

Resultados:As médias de área dos defeitos após 60 dias da cirurgia foram maiores nos animais do grupo MA + CTD (25,44mm2), apresentando área 35% maior se comparadas ao animais do grupo controle (18,71mm2) (p = 0.211).

Conclusões:Coelhos submetidos à traqueostomia e posterior implante de enxertos membrana amniótica acelular + CTCUs diferenciadas para condrócitos apresentaram maior área traqueal, quando comparados aos coelhos submetidos à traqueostomia. Apesar de não apresentar relevância estatística, o ganho funcional aparente é claro, uma vez que reduções no calibre traqueal provocam alterações ventilatórias associadas a um pior prognóstico clínico.

Palavras-chave: Regeneração tecidual. Traqueostomia. Membrana amniótica. Condrócitos. Estenose de traquéia.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador