QUALIDADE DA DIETA DE GESTANTES E SEU ESTADO NUTRICIONAL

SILVA, Francielle Gouveia da1; AULER, Flavia2;

Resumo

Introdução:A obesidade é uma doença crônica estando está associada a outras doenças não transmissíveis e sua incidência vem crescendo de forma gradativa em todo o mundo, o mesmo está ocorrendo com gestantes, e portanto a alimentação, sua qualidade nutricional e concomitantemente o estado nutricional da mãe, são fatores extremamente fundamentais para a seguridade tanto de si, quanto para seu filho. Estudar as alterações nutricionais e metabólicas que ocorrem durante a gestação é fundamental para entender a influência deste ambiente intrauterino no desenvolvimento normal do bebê e na influência na vida adulta deste ser humano que está sendo gerado. Esta pesquisa está vinculada ao COOSMIC (Coorte de Saúde Materno-Infantil de Curitiba), a fim de investigar a saúde de gestantes e crianças vinculadas à Rede Mãe Curitibana, nos primeiros 1000 dias de vida, envolvendo pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação da Escola de Ciências da Vida (ECV) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Objetivo:O objetivo deste estudo foi estabelecer relação entre a qualidade da dieta de gestantes da Coorte de Saúde Materno-Infantil de Curitiba de acordo com o nível de processamento industrial dos alimentos e o estado nutricional considerando o valor do Índice de Massa Corporal específico para idade gestacional.

Metodologia:Trata-se de um estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa com Questionário Quantitativo de Frequência Alimentar para avaliar o hábito alimentar das gestantes. Os alimentos consumidos foram classificados em dois grupos: Grupo 1 – alimentos in natura ou minimamente processados e Grupo 2 – ingredientes culinários, alimentos processados e ultra processados.

Resultados:Foi feita estimativa do consumo energético de 23 participantes, sendo que 60,86% destas encontram-se em estado de sobrepeso e obesidade. O consumo calórico médio das gestantes foi de 3.811,51 calorias/dia e considerando o grau de processamento dos alimentos, evidencia-se a participação calórica de 53,16% de calorias advindas do G1 e 46,84% vindas do G2. Os dados indicam que os alimentos do G1 apresentam maior contribuição para a ingestão calórica das gestantes com sobrepeso e obesidade e para G2 o consumo é maior para gestantes que se encontram em baixo peso e eutrofia.

Conclusões:Desta forma, o consumo desses alimentos ultra processados foi relativamente alto na alimentação, contribuindo para maior consumo de energia, açúcares, gorduras, sódio, aditivos químicos e baixo teor de fibras, podendo contribuir para o ganho ponderal e a baixa qualidade nutricional na dieta da mãe e consequentemente na oferta de nutrientes para o bebê.

Palavras-chave:Estado nutricional gestacional. Consumo de alimentos processados. Consumo alimentar. Estudo de coorte

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador