DIVERTÍCULO DE ZENKER: ANÁLISE DAS COMPLICAÇÕES DAS DIVERTICULOTOMIAS ENDOSCÓPICAS COM E SEM O USO DE CLIPES

ABDALLA, Thaiza Helena Labre1; IVANO, Flavio Heuta2;

Resumo

Introdução:O Divertículo de Zenker, ou pseudodivertículo, ocorre devido a associação de vários mecanismos tanto de motilidade e pressão esofagiana durante a deglutição quanto anormalidades anatômicas. De grande incidência no local acometido e mais prevalente na população idosa sua terapêutica deve sempre ser avaliada de forma criteriosa. Mesmo a diverticulotomia endoscópica sendo opção de primeira escolha na maioria dos casos, ainda existem diferenças técnicas dentro dessa mesma modalidade.

Objetivo:Frente a escassez de pesquisa dentro desse meio, em relação a terapêutica, resolutividade e complicações das diferentes técnicas o presente estudo propôs avaliar o procedimento com e sem o uso de endoclipes. O objetivo central foi de comparar, quando presentes, as complicações peri e pós operatórias das diverticulotomias endoscópicas com e sem o uso do acessório metálico e avaliar então se há ou não superioridade de alguma das técnicas.

Metodologia:O estudo foi de delineamento observacional transversal em que através de prontuários e entrevistas telefônicas a pacientes submetidos ao procedimento no período de 2006 a 2018 no Hospital Sugisawa na cidade de Curitiba-PR. A amostra final foi de 16 pacientes aos quais foi aplicado o Protocolo de Grupos pré-definido pelos pesquisadores com a finalidade de analisar e avaliar o proposto objetivo. Para a comparação dos grupos definidos pelo uso de clipes (sim ou não) foi usado o teste t de Student para amostras independentes ou o teste não-paramétrico de Mann-Whitney. Variáveis categóricas foram analisadas usando-se o teste exato de Fisher.

Resultados:A melhora clínica da sintomatologia mais prevalente ocorreu em sua totalidade independente da técnica utilizada. Os resultados mais expressivos na comparação dos grupos foram em relação ao número de procedimentos e número de intercorrências. Cerca de 90% do grupo com clipes foi submetido a um menor número de procedimentos, quando comparado a mais da metade dos casos do grupo sem clipes que tiveram necessidade de mais de dois procedimentos resulta um valor de p=0,06 (teste t de Student). Referente as intercorrências, objetivo maior do estudo, 100% dos pacientes submetidos a técnica sem endoclipes apresentou alguma queixa versus 46% dos casos com o uso dos clipes demonstrando assim, de forma significante, menos resultados negativos/complicações no grupo com o uso de clips.

Conclusões:Apesar da amostra pequena e a impossibilidade de diferenciar disfagia recidiva de disfagia por complicação (sugestão de aprimoramento em estudo futuro) o estudo pôde concluir que ambas as técnicas são seguras e os resultados demonstram determinada superioridade da técnica com o uso dos clipes metálicos na avaliação quantitativa das intercorrências relatadas.

Palavras-chave:Divertículo de Zenker. Terapia. Complicações. Resultado do Tratamento. Instrumentos cirúrgicos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador