ECONOMIA METROPOLITANA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE CURITIBA: DINÂMICA SETORIAL E DO MERCADO DE TRABALHO

MONTEIRO, Rafael Kujo1; MEINERS, Wilhelm Eduard Milward de Azevedo 3; MEINE, Wilhelm Eduard Milward de Azevedo2;

Resumo

Introdução:A inserção como um elo da rede de núcleos dinâmicos do país a partir do processo de descentralização da economia brasileira em relação a São Paulo e a eminência urbana no território nacional trazem relevância ao estudo da Região Metropolitana de Curitiba. A região ainda é considerada excessivamente industrial pela teoria da metrópole contemporânea, porém enquadra-se em tal definição por observar outras tendências pertinentes à categoria, como movimentos pendulares intensos entre os municípios, limites municipais difusos, mudança na hierarquia municipal e o surgimento de outros núcleos econômicos além do polo.

Objetivo:Define-se como objetivo principal caracterizar a inserção da metrópole de Curitiba na economia paranaense, observando se ela comanda o desenvolvimento regional ou se o processo é inverso. Os objetivos secundários são ainda de caracterizar internamente a economia metropolitana, identificar seus setores dinâmicos e seus relativos pesos, além de caracterizar o mercado de trabalho da região, identificando a dinâmica dos setores intensivos em tecnologia.

Metodologia:A pesquisa foi realizada por meio de dados de PIB, Valor Adicionado Fiscal e emprego, retirados das bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social e Relação Anual de Informações Sociais, respectivamente. Buscou-se compreender se as tendências e movimentos típicos de uma metrópole moderna, na teoria, foram observados na região.

Resultados:A instalação dos parques industriais automobilísticos na década de 1990, juntamente com as campanhas de publicidade positiva sobre a cidade de Curitiba permitiram a chegada de investimento estrangeiro que mudaram a estrutura econômica da região. Enquanto o município polo perdeu participação na economia da região de 2002 até 2013, ano da crise econômica nacional, o ganho foi distribuído principalmente entre os cinco municípios mais próximos do polo e mais importantes para a região: Araucária, Campo Largo, Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais. A indústria regional, ainda muito concentrada no polo, passa para o G5 somente como consequência da crise, que ocasiona um movimento centrípeto no setor de serviços, principalmente os serviços empresariais que chegaram para estabelecer uma rede de suporte internacional às empresas na região. Os serviços privados, muitas vezes considerados acompanhantes da atividade econômica, passam também por um processo centrífugo que continua mesmo com a crise, reforçando a ideia de saída da atividade do polo.

Conclusões:Ainda assim, as mudanças significativas ficam restritas a estes poucos municípios, não modificando de forma significativa, no recorte histórico analisado, a estrutura econômica de todos os municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

Palavras-chave: Dinâmica Setorial. Desenvolvimento Regional. Mudança Estrutural. Metropolização. Curitiba.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador