A DEMOCRACIA DELIBERATIVA COMO PROPOSTA DE PREVENÇÃO DE CONFLITOS ENTRE A JUVENTUDE SITUADA EM VULNERABILIDADE SOCIAL.

RODRIGUES, Maria Carolina Ribeiro1; LIMA, Cezar Bueno de2;

Resumo

Introdução:Através desta pesquisa bibliográfica e documental é importante ponderar o papel das políticas públicas e sua função social, incluindo o debate acerca da falta de incentivo à espaços horizontais de deliberação em que a juventude estudantil possa expressar suas vontades e necessidades.

Objetivo:O objetivo geral desta pesquisa foi estabelecer, através da revisão teórica e acesso a dados oficiais, como principal caminho para soluções e prevenções de conflitos dentro da escola.

Metodologia:O método aqui utilizado se configura como estudo de caso das escolas no município de Curitiba e a coleta de dados se deu através da técnica de focus group. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, que possibilita a revelação de experiências, sentimentos e percepções dos indivíduos que aqui configuram os sujeitos de pesquisa. Essa técnica propõe um debate entre os entrevistados através de um roteiro pré-definido de perguntas; esse debate ocorre através da explanação de suas próprias ideias. A aplicação da técnica do grupo focal ocorreu com respaldo em um roteiro de perguntas pré-definido, através de tópicos selecionados previamente.

Resultados:No tocante às escolas selecionadas para a realização da pesquisa de campo, a pesquisa apresenta os perfis socioculturais e econômico dos/as estudantes dos Colégios Estadual José Fressato/CIC e Professor Cleto/regional Matriz. Dentre os estudantes do 9º ano do Colégio José Fressato 61% são do sexo masculino e 39% feminino; 48% se consideram brancos, 22% negros e 22% amarelos/pardos. Sobre reprovações, 56% já foram reprovados uma vez ou mais. Cerca de 63% vivem com mais de 4 pessoas em casa, sendo que 84% moram com a mãe e 48% com o pai. Sobre participação dos pais ou responsáveis na escola, 48% vão à reuniões de vez em quando, 35% sempre ou quase sempre e 17% nunca ou quase nunca. Em Relação ao Colégio Professor Cleto, 67% alunos possuem o sexo feminino e 33% masculino, 60% brancos e 12% negros, sendo que 20% responderam “não sei”. 52% já reprovou uma vez ou mais. 36% vivem com mais de 4 pessoas em casa, sendo que 84% vivem com a presença da mãe e 36% com o pai. Cerca de 48% dos pais vão á reuniões de vez em quando, 36% sempre ou quase sempre e 16% nunca ou quase nunca.

Conclusões:Podemos considerar que o rendimento escolar está, de algum modo, vinculado ao um sistema de ensino que reproduz opressões e não permite uma relação horizontal entre todos aqueles que o usufruem e o constroem. Aqui, as ideias de Paulo Freire se fazem mais presentes que nunca: a escola deve ser libertadora. A proposta de deliberação e aplicação de práticas restaurativas na solução de conflitos dentro do ambiente escolar segue essa mesma linha. Considerar a juventude, funcionários e comunidade como sujeitos de direitos, de voz ativa política e capacidade de discernimento sobre as situações que se envolvem é o essencial para estabelecer uma relação horizontalizada e realmente democrática.

Palavras-chave: Jovens estudantes. Vulnerabilidade Social. Democracia deliberativa. Desempenho escolar.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador