EFEITOS DA GONADOTROFINA CORIÔNICA EQUINA SOBRE A DINÂMICA FOLICULAR OVARIANA DE VACAS BOS TAURUS INDICUS PARA A SINCRONIZAÇÃO DO ESTRO E DA OVULAÇÃO

PADILHA, Isabela da Silveira1; KOZICKI, Luiz Ernandes2;

Resumo

Introdução:O Brasil ocupa uma importante posição no mercado mundial de comércio de carne bovina, reflexo de um estruturado e organizado processo de expansão. Entretanto, grande parte dos animais detem um extenso período de anestro pós-parto. O mercado disponibiliza tecnologias capazes de induzir o crescimento folicular e a sincronização da ovulação em vacas, empregando-se protocolos hormonais que tem como objetivo a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Os protocolos de IATF visam induzir a emergência de uma nova onda folicular e a ovulação sincronizada em curto espaço de tempo. Estudos indicam o uso da Gonadotrofina Coriônica Eqüina (eCG), visando aumentar a taxa de ovulação e a de prenhez em protocolos de IATF.

Objetivo:Avaliar os efeitos da Gonadotrofina Coriônica Equina (eCG) sobre a dinâmica folicular de vacas Bos taurus indicus submetidas a protocolos para a sincronização do estro e da ovulação, com vistas à taxa de prenhez; induzir o crescimento do folículo dominante, através da inclusão do hormônio eCG no d8 do protocolo de IATF.

Metodologia:O estudo foi aprovado pela CEUA (PUCPR; nº 01270/2018). O estudo foi executado em fazendas do sudoeste do Paraná, no município de Francisco Beltrão na estação reprodutiva de 2018/2019. Foram selecionados 82 animais, que foram distribuídos em dois grupos: Grupo controle (GC; n=30) foi submetido ao seguinte protocolo de IATF: dia zero (d0) inserção de dispositivo intravaginal com progesterona (P4, 1,9 g) + BE 1mg, IM), d8 remoção da P4 + prostaglandina F2alfa (PGF2alfa; 150mg IM) + cipionato de estradiol (CP; 0,5mg IM), d10 (IATF); e o grupo gonadotrofina coriônica equina (GeCG; n=52), que recebeu no d0 (P4 + BE), em d8 remoção da P4 + CP + PGF2alfa+ eCG (400UI IM); em d10 executou-se a IATF. Em ambos os grupos o diagnóstico de gestação foi realizado no d45 e no d90. Em d90 touros foram introduzidos nas vacas para o repasse. No estudo foram realizados igualmente exames de ultrassonografia, via transretal em todos os dias do protocolo para mensuração dos foliculos e nos dias 45 e 90 para o diagnóstico de gestação.

Resultados:Do total de animais avaliados (82), o GeCG resultou em 46,6% de taxa de prenhez, enquanto o grupo controle obteve 30%. O escore de condição corporal dos animais foi medido no início do experimento, tendo uma média de 2,83 (1=magra; 5=gorda; Lowman et al., 1976) para o grupo eCG e 2,91 para o grupo Controle. O tamanho do folículo dominante mensurado no momento da inseminação através de exame ultrassonográfico, foi de 10,32mm para o grupo eCG e 10,29mm para o grupo controle. O tamanho do folículo dominante das vacas não-gestantes foi significativamente menor (8,11mm do GeCG e 8,70mm do GControle), quando comparado à média de diâmetro do folículo dominante das vacas gestantes, sendo 12,33mm GeCG e 12,59 para o GControle

Conclusões:O eCG promoveu maior crescimento folicular, mas não se refletiu em um aumento significativo da taxa de prenhez e em um maior diâmetro do folículo pré-ovulatório, se comparado ao grupo controle.

Palavras-chave:IATF. Nelore. Gonadotrofina Coriônica Equina. Reprodução Bovina.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador