AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO MOLAR ÂNTEROPOSTERIOR,ATRAVÉS DO ÍNDICE DAIOBSERVANDO AS REGIÕES BRASILEIRAS ERENDA FAMILIAR.

OLIVEIRA, Bianca Macedo de1; FILHO, Odilon Guariza2;

Resumo

Introdução:As maloclusões são problemas de saúde pública no âmbito nacional e por isso, há a necessidade de um método avaliativo para a determinação de fatores que influenciam no grau de severidade da mordida de um indivíduo.

Objetivo:Objetiva-se elucidar a prevalência da má oclusão e a necessidade de intervenção, pois o mesmo pode ser bastante útil em encaminhamentos e triagens ao tratamento ortodôntico.

Metodologia:Dentre diversos coeficientes que estão diretamente ligados à esse problema, evidencia-se a questão das regiões brasileiras e renda familiar na faixa etária (12 anos e 15 a 19 anos). Este estudo, de natureza quanti qualitativa, que possui um delineamento observacional, transversal, analítico, utilizando o banco de dados secundário da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SBBrasil, 2010), realizada pelo Ministério da Saúde. Tais dados são de domínio público e têm livre acesso por meio da página eletrônica disponibilizada no link:http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/pesquisa_saude_bucal; conforme suas características de coleta, distribuição amostral e ponderação de dados, disponíveis no memorial da pesquisa. O diagnóstico da maloclusão foi estabelecido pelo Índice DAI preconizado pela OMS considerando-se três grandes dimensões a serem avaliadas: a dentição, o espaço e a oclusão propriamente dita.

Resultados:o maior percentual de indivíduos com a oclusão normal foi na região Centro-Oeste (62,4%), seguida da região Sudeste (21,7%). Na relação molar de meia cúspide, os resultados foram predominantes na região Norte (35,0%) e de menor relevância na Região Sul (26,1%). A Região Norte também teve maior prevalência na porcentagem (13,9%) em relação ao diagnóstico cúspide inteira, sendo a região Sudeste (9,2%) com os menores resultados. Também podemos observar que oclusão caracterizada como Normal teve maior prevalência na Renda Familiar de indivíduos que recebem um salário superior a 9.500,00 (77,6%), podemos ainda caracterizar que o percentual de oclusão normal não apresenta diferenças entre as faixas de renda de 250 e 501 a 1500,00, sendo que nas demais faixas de renda encontramos estas diferenças estatísticas; já relacionando a Meia Cúspide, a renda de maior impacto foi em salários de 251 a 500,00 (35,1%) e a de menos atingidos o faturamento de mais de 9.500,00 ao mês (17,0%), havendo diferenças estatísticas entre todas as faixas de renda.

Conclusões:Após análise, concluiu-se que a maioria dos adolescentes e jovens brasileiros das faixas etárias estudadas, apresentam oclusão normal ou maloclusão leve.1) jovens de 15 a 19 anos com renda familiar mais baixa apresentaram predomínio na maloclusão em todos os graus de severidade do índice DAI. 2)3. Quanto menor a renda familiar, maior a chance de ocorrer má oclusão severa e muito severa (DAI > 30).

Palavras-chave:Maloclusão. Raça. Sexo. Ortodontia

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador