A CRÍTICA DE ADORNO A CONCEPÇÃO DE SUBJETIVIDADE NO CONTEXTO DO ILUMINISMO KANTIANO

SILVA, Francisco Wiederwild da1; PEREIRA, Jose Aparecido2;

Resumo

Introdução:No entender de Kant, o homem moderno deve se apresentar nesse mundo como aquele que tem consciência de ser moralmente livre e autônomo para exercer a sua cidadania na plena consciência de estar realizando sua liberdade política e sua função insubstituível de legislador.

Objetivo:Promover uma abordagem na qual sejam explicitados os elementos fundamentais que orientam a crítica de Adorno ao iluminismo de Kant.

Metodologia:Foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: revisão de literatura, seleção das principais obras, leitura, análise e interpretação dos textos de Immanuel Kant e de Adorno e Horkheimer, como dos seus estudiosos.

Resultados:Para Adorno, os conceitos kantianos são ambíguos e, em especial, o conceito de razão é insustentável. As dificuldades para sustentá-lo, segundo Adorno, advêm do fato de que, mesmo os sujeitos sendo portadores de uma mesma razão, eles se opõem uns aos outros. A aparente clareza dos juízos, porém, dissimula esse fato. A ambiguidade no conceito, segundo o autor, incide do fato de que a razão para Kant contém, enquanto ego transcendental supra individual, a Ideia de uma convivência baseada na liberdade, superando o conflito entre razão pura e razão empírica quando os homens se organizam como um sujeito universal. Adorno se opõe a uma razão que, por já não ter uma atitude crítica perante si mesma, se torna estranha a si, aviltando a capacidade de análise e compreensão da realidade. Com efeito, o autor sustenta que há uma secreta utopia incutida no conceito de razão designado por Kant, que é produto da inferência de um pretenso fim comum e idêntico a todos os indivíduos que estaria recalcado, mas que, para ser atingido, todas as distinções que caracterizam os indivíduos deveriam ser ignoradas por essa utopia.

Conclusões:Não obstante, a crítica desenvolvida pelos autores ao esclarecimento kantiano não é unilateral e não visa denegrir a obra do filósofo. Pelo contrário, o autor considera Kant como um marco fundamental na história do pensamento ocidental, revelando a sua relevância.

Palavras-chave:Razão. Iluminismo. Crítica. Dialética

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador