DIFERENTES PELÍCULAS ASSOCIADAS A ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE PÓS-COLHEITA DA ANTRACNOSE EM BANANA E MAMÃO

COTTET, Karoline Gabriela1; RUPOLO, Andressa 3; MASCARO, Marcia de Holanda Nozaki2;

Resumo

Introdução:O fungo Colletotrichum spp. é o agente causal da antracnose. A infecção inicia-se em frutos verdes e o desenvolvimento da doença ocorre durante o amadurecimento, na forma de pequenas lesões, formando grandes áreas necróticas e deprimidas. Desta forma, a manutenção da qualidade pós-colheita de frutos é fundamental. O interesse pelo desenvolvimento de biofilmes comestíveis ou degradáveis biologicamente, se deve principalmente pela demanda por alimentos de alta qualidade e preocupações ambientais.

Objetivo:Avaliar o potencial do uso de películas de diferentes materiais associados a óleos essenciais no controle da antracnose e conservação pós-colheita de mamão e banana.

Metodologia:A implantação e condução do experimento foram realizadas no Laboratório de Fitopatologia da PUCPR, campus Toledo. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos de conservação (biofilmes) e quatro repetições de cada. Os tratamentos foram: 1) controle (sem biofilme); 2) biofilme de gelatina; 3) biofilme de quitosana; 4) biofilme de fécula de mandioca e 5) biofilme de amido de milho. A unidade experimental consistiu da retirada aleatória de número representativo de frutos em uma caixa. As variáveis analisadas foram pH, °Brix, perda de massa e análise sensorial. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey a 5% e 1% de significância com auxílio do programa SASM-Agri (CANTERI et al., 2001).

Resultados:Para as variáveis perda de massa não houve resultados significativos para nenhum dos ensaios. Já a análise sensorial obteve significância de 1% somente quando os frutos de banana foram conservados em ambiente refrigerado, os melhores tratamentos foram T5 e T1 que se igualaram, com médias de 8,71 e 7,86 respectivamente. Os resultados encontrados para pH em banana, foram significativos ao nível de 1% aos 7 (temperatura ambiente) e 21 dias (ambiente refrigerado), pelos tratamentos T2 e T4. Com frutos de mamão, todas as avaliações foram significativas ao nível de 1%, bem como a variável °Brix para ambos os ensaios.

Conclusões:Conclui-se que tanto para os frutos de banana quanto de mamão, os melhores tratamentos foram aqueles em que o óleo essencial foi associado à película de fécula de mandioca ou de amido de milho, por promover uma camada protetora, diminuindo a incidência do fungo C. musae e C. gloeosporioides, juntamente com as propriedades antifúngicas presentes no óleo. Embora a associação destes tratamentos não tenha sido eficiente no controle da doença em frutos armazenados em temperatura ambiente, onde observou-se rápido amadurecimento e apodrecimento dos frutos.

Palavras-chave:Colletotrichum spp. Bioproteção. Musa acuminata. Carica papaya.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador