CORRELAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PRÉ APOSENTADOS E APOSENTADOS 2

FONSECA, Yasmim Sarno1; MOSER, Ana Maria2;

Resumo

Introdução:O aumento dos estudos referentes à Qualidade de Vida (QV) em idade avançada é gerado pela elevação da longevidade e a inversão da pirâmide etária. Com base na teoria Life-span, a qual enfatiza que se envelhece do jeito que se viveu, observa-se a necessidade de averiguar a existência de QV durante a pré-aposentadoria e aposentadoria e verificar a relevância dos Programas de Preparação para Aposentadoria (PPA).

Objetivo:Comparar a qualidade de vida em sujeitos aposentados e pré-aposentados.

Metodologia:O projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 2.922.412. Os dados foram coletados na mesma época, divididas em duas amostras, sendo a primeira (grupo I) constituída de 30 pré-aposentados na faixa etária de 59 a 60 anos, faltando, em média, um a dois anos para requererem a aposentadoria; e a segunda (grupo II), composta por 30 aposentados de dois a cinco anos, na faixa etária de 62 anos. Os dados foram coletados por meio de um roteiro semiestruturado de entrevista, um questionário sociodemográfico e pela aplicação da Escala de Bem Estar Psicológico (EBEP) versão breve.

Resultados:Quantitativamente, os resultados do EBEP não apresentaram diferenças significativas (Teste não paramétrico de Wilcoxon-Mann-Whitney). Qualitativamente, o grupo I apresentou maiores escores individuais nas dimensões de “objetivos na vida” e “crescimento pessoal”, e o grupo II, nas dimensões de “aceitação de si” e “crescimento pessoal”; por meio dos dados obtidos na entrevista, pode-se verificar que no grupo I a dimensão de objetivos na vida está relacionada a uma autoimagem que visa um bem-estar futuro na aposentadoria, e a dimensão de aceitação de si do grupo II, à uma autoimagem relacionada a um bem-estar presente durante a aposentadoria. Na dimensão de crescimento pessoal, o grupo I relacionou desenvolvimento pessoal com o profissional, no qual há a procura por estabilidade financeira e identitária pela posse de um vínculo empregatício ou trabalho autônomo; e o grupo II, relacionou esta dimensão ao uso de uma variabilidade de atividades de lazer na aposentadoria. Além disso, as dimensões de menor pontuação individual em ambos os grupos foram domínio do meio e autonomia. Não foi possível verificar a correlação entre o EBEP e a participação nos Programas de Preparação para a aposentadoria (PPA’s).

Conclusões:Em termos de Qualidade de Vida, há a necessidade de complementar os resultados quantitativos com os resultados qualitativos, e é relevante elaborar estratégias de intervenção para potencializar as dimensões de autonomia e domínio do meio na meia e terceira idade.

Palavras-chave:Aposentados. Pré-aposentados. Teoria Life-span. Envelhecimento

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador