AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DE FUMONISINAS EM RAÇÃO COMERCIAL PARA TILÁPIA DO NILO (OREOCHROMIS NILOTICUS)

OLIVEIRA, Gustavo Motijenko de1; RIBEIRO, Deivid Roni 3; NAZARETH, Tiago de Melo 3; MECA, Giuseppe 3; ANATER, Amanda 3; PIMPAO, Claudia Turra2;

Resumo

Introdução:A aquicultura é responsável por 36,9% da produção mundial de pescado. Com o crescimento populacional cada vez mais elevado, a demanda por pescado vem em uma crescente; e o fato de ser um alimento saudável é indicado para a saúde humana, o que acaba favorecendo o seu consumo. Para que haja um bom desempenho da produtividade desses animais e uma boa qualidade dos ingredientes nas fabricação de rações, os processos de confecção, armazenagem e transporte devem estar em perfeitas condições e realizados da melhor maneira possível. Fator este que deve ser levado em conta, isso porque a matéria prima da ração consiste basicamente em grãos, os quais podem sofrer ação de fungos micotoxigênicos, como o Aspergillus spp. e Fusarium spp., produtores de aflatoxinas e fumonisinas, respectivamente.

Objetivo:O objetivo do presente trabalho foi avaliar a possível contaminação de fumonisina B1 (FB1) fumonisina B2 (FB2) e fumonisina B3 (FB3) em ração comercializada para Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), através de cromatografia liquida de alta performance acoplada a um detector de espectrofotometria de massas (LC-MS/MS-LIT).

Metodologia:Foram coletadas 160 amostras de diferentes agropecuárias e pesque-pague de Curitiba e região metropolita de Curitiba (Paraná, Brasil), as quais passaram por um processo de trituração, e posteriormente foram analisadas através de LC-MS/MS-LIT. A determinação cromatográfica foi efetuada com coluna de fase reversa Gemini NX C18 (150 x 2,0 mm, 5 m).

Resultados:A partir das análise realizadas, observou-se que das 160 amostras de ração 37, 70 e 46 amostras estavam contaminadas por FB1, FB2 e FB3, respectivamente. A prevalência (%) das amostras contaminadas por fumonisinas foi de 23,13% para FB1, 43,75% para FB2 e 28,75% para FB3. A concentração mínima geral encontrada foi de 13,49 µg/kg para FB2, enquanto a concentração máxima foi de 1.556,88 µg/kg para FB3.

Conclusões:Pode-se concluir que em geral pelo menos uma das micotoxinas pesquisadas neste estudo (fumonisina B1, B2 e B3) foram detectadas em cada amostra de ração, demonstrando assim a importância do monitoramento e da implementação de regulamentos que determinem os níveis máximos dessas substâncias na alimentação dos peixes, visando assim minimizar os possíveis riscos e efeitos na saúde dos animais e consequentemente dos seres humanos.

Palavras-chave:FB1. FB2. LC-MS/MS-LIT. Micotoxinas. Resíduos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador