AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DE FUMONISINA B1 EM PESCADO COMERCIALIZADO EM CURITIBA, PARANÁ, BRASIL

PEREIRA, Tayná Ritielle1; RIBEIRO, Deivid Roni 3; NAZARETH, Tiago de Melo 3; MECA, Giuseppe 3; ANATER, Amanda 3; PIMPAO, Claudia Turra2;

Resumo

Introdução:Uma das espécies mais cultivadas de peixe é a tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), liderando a produção aquícola no Brasil. Porém, o consumo de pescado pode trazer alguns perigos ao homem, como toxinas de origem natural que se acumulam nos peixes. A fumonisina B1 (FB1) é uma das principais micotoxinas encontradas em alimentos produzidos a base de cereais e as principais preocupações com a saúde associadas à essa substância são os efeitos tóxicos renal e hepático, imunossupressão e propriedades carcinogênicas. São produzidas pelos fungos do gênero Fusarium sp. e podem contaminar diversas culturas vegetais, sendo a principal, a cultura de milho.

Objetivo:O objetivo do presente trabalho foi avaliar a possível contaminação de FB1 em pescados comercializados em Curitiba, Paraná por meio de cromatografia liquida de alta performance acoplada a um detector de espectrofotometria de massas (LC-MS/MS-LIT).

Metodologia:Foram coletadas 160 amostras filé de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) de diferentes peixarias de Curitiba, as quais passaram por um processo de liofilização, e posteriormente foram analisadas através de LC-MS/MS-LIT. A determinação cromatográfica foi efetuada com coluna de fase reversa Gemini NX C18 (150 x 2,0 mm, 5 m).

Resultados:Não foi detectada presença de FB1 em nenhuma das amostras de filé de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) analisas.

Conclusões:Pode-se concluir que a não detecção de fumonisina B1 nas amostras de pescado oriundo de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) adquiridas em Curitiba demonstra que não há acúmulo dessa toxina na musculatura de peixes dessa espécie, podendo indicar que não há ingestão de micotoxina ou que a ingestão da mesma pelos animais via ração ocorre em níveis baixos, não suficientes para uma deposição tecidual desse composto tóxico; outra hipótese é de que os animas metabolizam essa micotoxina transformando-a em compostos que não foram buscados nesse estudo e que possivelmente sejam menos danosos ao próprio animal.

Palavras-chave:Detecção. FB1. LC-MS/MS-LIT. Micotoxinas. Resíduos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador