AVALIAÇÃO DA QUANTIDADE DE FOTOPROTETOR TÓPICO AUTO-APLICADA POR DERMATOLOGISTAS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA-PR

SHIBUE, Isabela Chonan1; BERTHOLDI, Luiza 3; FARIA, Adriane Reichert2;

Resumo

Introdução:A exposição inadequada e ineficaz à radiação solar implica no fotoenvelhecimento e no aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pele, neoplasia de maior incidência no Brasil. Estudos prévios confirmaram que a população em geral faz uso de fotoprotetores em quantidade insuficiente para promover uma proteção eficaz contra a radiação ultravioleta. O presente estudo visa analisar os hábitos de exposição e uso adequado de protetores solares na população de dermatologistas.

Objetivo:Analisar o padrão de hábitos de exposição solar e fotoproteção, além de quantificar a autoaplicação de fotoprotetores entre os dermatologistas da cidade de Curitiba. Comparar os resultados obtidos com estudos previamente realizados em outras populações. Detectar possíveis deficiências na autoaplicação.

Metodologia:Estudo transversal realizado com a população de dermatologistas, com mais de 25 anos na cidade de Curitiba que aceitaram fazer parte da pesquisa. Avaliação feita por meio do questionário formulado sobre os hábitos de exposição solar e da autoaplicação supervisionada de um veículo creme que simula o fotoprotetor, o qual é pesado em balança de alta precisão antes e depois da aplicação, a fim de determinar a quantidade usada e compará-la com a quantidade recomentada de 2 mg/cm2 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, necessária para alcançar o FPS indicado no rótulo dos fotoprotetores. A fórmula de Isaksson será usada para determinar a área da superfície corporal e por meio dela a área da superfície facial será ponderada.

Resultados:Amostra composta por 40 médicos dermatologistas (29 mulheres e 11 homens), com média de idade de 41 anos. 70% da amostra usou menos que o recomendado de 2 mg/cm², com uso de em média 1,67 mg/cm² na região da face. Apenas 27,5% dos participantes sabiam a quantidade de fotoprotetor necessária para garantir a proteção indicada pelo rótulo dos produtos. O não uso de fotoproteção diária foi relatado por 22,5%. 85% da amostra afirma usar Fator de Proteção Solar 50 ou mais. Os dermatologistas que participaram da pesquisa têm hábitos de exposição mais adequados do que os encontrados na população em geral, analisada em estudos prévios.

Conclusões:É fundamental reforçar medidas educativas direcionadas aos médicos, os quais têm papel essencial na conscientização do exercício da exposição solar saudável pela sociedade. Além disso, fica o questionamento sobre o método utilizado para determinar a eficácia dos protetores solares, uma vez que os 2 mg/cm² não são utilizados na prática.

Palavras-chave:Exposição solar. Dermatologistas. Neoplasias cutâneas. Proteção solar. Fotoproteção

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador