VIOLÊNCIAS CONTRA A MULHER: ROMPENDO COM O CONTROLE E A ESTIGMATIZAÇÃO DO CORPO FEMININO

CARON, Luara Krishna1; FERNANDES, Solange2;

Resumo

Introdução:Em nossa sociedade patriarcal a figura masculina é considerada superior à feminina, e essa ideia contribui para justificar as violências cometidas contra mulheres e a reprodução do processo que inferioriza a figura feminina, aspectos peculiares a ela, e seus corpos, contribuindo para a perpetuação da hegemonia masculina. Com o avanço do capitalismo no ocidente, a ideologia patriarcal se mescla com a do capital. A idealização do corpo feminino em uma cultura patriarcal e capitalista toma uma forma de alienação em massa, que tem como objetivos a perpetuação do sistema econômico produtor de mercadorias, a partir da criação de necessidades no público consumidor, que podem ser satisfeitas através do consumo de novas mercadorias. Em contraposição, e de modo muito incipiente ainda, mas em processo de expansão, a retomada da utilização de métodos naturais de cuidado, e da busca filosofias que incentivam a mulher a conhecer seu próprio corpo. Exalta-se, portanto a importância de se estudar como esses métodos que entram em contraponto com a dominação do corpo feminino pela lógica do capital e da opressão do patriarcado através do resgate com a própria natureza humana.

Objetivo:Os objetivos propostos pela pesquisa foram estudar as formas de superação atuais da alienação sobre os corpos femininos a partir da perspectiva do controle da mulher sobre seu próprio corpo; conhecer métodos alternativos de cuidado com o corpo e sua relação com o empoderamento feminino como reação da alienação em massa; entender as formas de reprodução da opressão sobre os corpos femininos com a perpetuação da violência; e construção de uma cartilha que possa promova reflexões, quanto as formas de cuidado com o corpo que são contrárias a lógica do capital, encorajando mulheres a ressignificarem a relação com seu corpo, tentando romper com uma lógica que o estigmatiza, para uma que o liberte.

Metodologia:A pesquisa se conduziu a partir de revisão bibliográfica de artigos científicos, e construção da cartilha a partir dessa leituras, em parceria com artista plástica que desenvolveu as ilustrações.

Resultados:Concluiu-se que as percepções dos indivíduos para com seus corpos, e o cuidado que tomam com o mesmo são influenciados por sistemas maiores do que eles. Ao passar do tempo as ferramentas de manutenção de opressão as mulheres são reinventas, e no sistema capitalista atual elas tomam forma a partir de uma série de produtos, e de formas de cuidado com o corpo, que são propagadas pela mídia, e criam raízes a partir da internalização desses padrões pelas próprias mulheres. As práticas alternativas apresentadas nessa pesquisa têm como principal objetivo o autoconhecimento e autonomia da mulher sobre seu corpo, a partir da ressignificação de certos símbolos.

Conclusões:Espera-se que a cartilha construída promova reflexões nas mulheres que ao lerem, possam repensar a relação que tem com seu próprio corpo, e de incentivar a partir da apresentação de alguns métodos alternativos, a tomada de consciência de seu corpo de uma maneira descolonializada dos padrões impostos, com uma perspectiva mais autônoma e libertadora.

Palavras-chave:Patriarcado. Controle de corpos. Resistência.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador