OLHARES FORA-DENTRO: VISÕES DE SI E DAEDUCAÇÃO POR ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO DECURITIBA.

AZEVEDO, Aline de1; KRUGER, Caue2;

Resumo

Introdução:A antropologia visual pode ser vista como o estudo descritivo de determinada cultura, seus costumes e técnicas, por meio de imagens. As primeiras propostas de Antropologia visual tiveram como objetivo retratar comportamentos e estilos de vida partindo do estudo de sujeitos específicos, seus espaços, objetos e práticas. À medida que a análise dessas imagens começou a se dedicar à investigação dos códigos e signos visuais que configuram a rede de significados que orienta nosso comportamento e auxilia na construção de nossa identidade, o potencial das imagens deixou de ser um mero artefato tecnológico e foi integrada a um tipo específico de etnografia, a fotoetnografia. Uma das linhas mais estimulantes da antropologia visual ocorreu quando a produção de imagens passou a ser feita não mais como registro apenas, mas também como elemento de diálogo e colaboração entre os participantes da pesquisa. Essa proposta foi chamada de antropologia compartilhada (Rouch). Recentemente, os diversos sujeitos foram se familiarizando com a tecnologia fotográfica principalmente na atualidade, quando esse dispositivo foi englobado pelos telefones celulares.

Objetivo:O presente estudo busca associar a prática da fotoetnografia e a antropologia compartilhada a uma antropologia da educação, através da pesquisa realizada junto a uma juventude específica. O estudo, baseado na coleta de dados qualitativos, está inserido dentro da área de ciências humanas e pretende avaliar as percepções, valores e comportamentos no interior da instituição investigada. Assim, busca-se perceber elementos que um grupo de alunos mobiliza para apresentar suas visões de si mesmos e da escola, por meio da fotografia e a pesquisa etnográfica a ela associada.

Metodologia:Esta pesquisa tem caráter qualitativo e interventivo, constituindo um híbrido de pesquisa-ação, uma proposta de intervenção que envolve a participação do sujeito/objeto de estudo, e de análise de identidades e representações. A pesquisa se desenvolve em uma oficina de fotografia no ambiente escolar, através dos métodos de pesquisa-ação e observação participante. O foco da pesquisa está voltado para uma escola da rede pública de ensino na cidade de São José dos Pinhais, com estudantes que participaram do projeto no contraturno escolar, onde foi desenvolvido um projeto de clube da foto, em que se fez o uso da câmera compartilhada a fim de encontrar aspectos relacionados à juventude e as visões de si. Possui um foco descritivo e interpretativo, produzindo e elaborando informações ao longo do projeto em conjunto com a revisão da literatura no enfoque da antropologia visual e na antropologia da educação.

Resultados:Os resultados se apresentam aqui por meio das imagens construídas pelos estudantes, bem como a nomeação que deram para tais e ainda a análise etnográfica e interpretativa das produções. As construções fotográficas e narrativas dos estudantes se deram em abordagens bastante particulares e poéticas. Houve representações de problemáticas da comunidade, olhares ambíguos quanto o ambiente escolar, entre outras percepções.

Conclusões:O ambiente escolar se mostrou um espaço privilegiado para a pesquisa etnográfica, dotado de relevantes dados a respeito de juventudes e suas representações. As construções fotográficas produzidas pelos estudantes, mostraram percepções muito particulares, fugindo de pré-noções sobre das juventudes.

Palavras-chave:Fotografia. Fotoetnografia. Juventude. Antropologia da educação

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador