RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS METEOROLÓGICAS, QUALIDADE DO AR E INCIDÊNCIA DE DOENÇAS RESPITARÓRIAS NA CIDADE DE CURITIBA/PR

SIQUEIRA, Leticia Dalmaz1; BOLLMANN, Harry Alberto2;

Resumo

Introdução:Os Materiais Particulados provêm de um conjunto de poluentes atmosféricos cuja composição física e química varia de acordo com o tipo de fonte poluidora, podendo ser emitido de maneira natural ou por meio de atividades antropogênicas. De maneira geral, entende-se como Material Particulado Fino (PM2.5) todo material particulado que possui diâmetro igual ou inferior a 2,5 µm (STAPPA, ALAPCO, 2006). Devido ao seu tamanho, pode-se manter por mais tempo no ar, ser levado a maiores distâncias de sua origem e, quando inalado, atingir porções mais fundas do aparelho respiratório. Por esse motivo estão diretamente relacionados a problemas respiratórios e o agravamento de doenças respiratórias agudas, como bronquite e asma, além de doenças cardiovasculares, neurológicas e alguns tipos de câncer.

Objetivo:De maneira geral, este projeto tem como principal objetivo realizar um estudo que permita relacionar as variáveis da qualidade do ar, principalmente o Material Particulado Fino, variáveis atmosféricas e dados da morbidade da população curitibana, relacionada ás doenças respiratórias.

Metodologia:. Tomou-se a cidade de Curitiba, localizada no estado do Paraná, como estudo de caso. Para isso buscou-se artigos acadêmicos que ajudassem na identificação das principais fontes de emissão, e dos locais onde o Material Particulado Fino seria mais encontrado. Em seguida foram coletados e organizados dados Meteorológicos- precipitação, temperatura e umidade do ar obtidos junto ao SIMEPAR – e subsequentemente associados aos casos de doenças respiratórias que tenham relação com o clima, registrados pelo Sistema Único de Saúde mediante a consulta na Vigilância Epidemiológica local, além do índice de qualidade do ar medido pelas redes de monitoramento, os quais foram cedidos pelo Instituto Ambiental do Paraná por meio de um boletim de qualidade do ar, tomou-se como necessário encontrar uma rede de monitoramento que estivesse de acordo com os parâmetros relevantes para a pesquisa.

Resultados:Constatou-se que, em períodos onde há uma menor precipitação pluviométrica, temperaturas oscilam mais e a umidade relativa é menor, houve um aumento no número de casos de doenças respiratórias vinculadas a qualidade do ar.

Conclusões:Sendo assim, é possível concluir que mudanças climáticas estão diretamente relacionadas com o aumento da incidência de doenças respiratórias, embora seja importante ressaltar que cada indivíduo possui suas próprias condições de vida, predisposições genéticas, bem como diferentes exposições externas, as quais juntas interferem no resultado do quadro clínico.

Palavras-chave: Variáveis Climáticas. Doenças Respiratórias. Qualidade do ar.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador