AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS CÉLULAS-TRONCOOBTIDAS DO CORDÃO UMBILICAL POR MEIO DEDIFERENTES PROTOCOLOS DE ISOLAMENTO EEXPANSÃO

WISCHRAL, Luccas Matheus1; DAGA, Debora Regina 3; JAMUR, Valderez Ravaglio 3; MARSARO, Daniela Boscaro 3; SCHAIDT, Bruna 3; MICOSKY, Andressa 3; NAGASHIMA, Seigo 3; REBELATTO, Carmen Lúcia Kuniyoshi 3; REBELATTO, Carmen Lucia Kuniyoshi2;

Resumo

Introdução:As células-tronco mesenquimais (CTM) têm demonstrado potencial para diversos tratamentos clínicos e pré-clínicos. Uma das fontes de CTM é o cordão umbilical (CTM-CU), onde o procedimento de coleta é simples, seguro e não invasivo. São células que têm uma maior taxa de proliferação celular e clonalidade, com menor expressão de marcadores de senescência comparativamente a outras fontes de CTMs como a medula óssea e o tecido adiposo, além de serem pouco imunogênicas devido a imaturidade das células dos recém-nascidos. O estabelecimento de protocolos de isolamento celular, onde é possível a obtenção de um maior número de células com menor custo, devem ser avaliados para incrementar a produção em larga escala para uso na pesquisa clínica.

Objetivo:Realizar o isolamento das células-tronco mesenquimais obtidas do cordão umbilical por diferentes métodos e comparar as características morfológicas, o potencial clonogênico, a estabilidade genômica e a senescência.

Metodologia:Foram coletadas três amostras de cordão umbilical e utilizados três protocolos (A, B e C) para o isolamento das CTM-CU: A- dissociação mecânica seguida por digestão enzimática com colagenase, B- explante, dissociação mecânica do cordão e C- Geléia de Wharton, parede interna do cordão umbilical. As células foram cultivadas em meio IMDM, 10% de antibiótico, 15% de soro bovino fetal e incubadas em estufa a 37ºC com 5% de CO2. A morfologia foi avaliada diariamente e as células fotografadas. Entre as passagens 2 a 4, foi feita a análise da morfometria, citogenética, unidades formadoras de colônias (UFC) e a senescência

Resultados:A células obtidas pelos protocolos A e B apresentam morfologia fibroblastóide, enquanto diversas células do protocolo C, uma morfologia estrelada. O tempo necessário para a primeira passagem (80% de confluência celular) foi em média de 10, 13 e 18 dias para os protocolos A, B e C, respectivamente. Em relação as UFC, foram observadas em média 25, 11 e 7 colônias, para os protocolos A, B e C, após 14 dias de cultivo (p=0,079). Em todos os protocolos, o cultivo celular apresentou estabilidade cromossômica, com cariótipo normal (46XY). A média da porcentagem de células senescentes observada nos os protocolos A, B e C, foi de 0,33%, 0% e 12,5%, respectivamente.

Conclusões:A maior eficiência na obtenção das CTM-CUs foram nos protocolos A e B, enquanto o protocolo C apresentou mistura com outros tipos celulares, menor proliferação, baixo número de progenitores mesenquimais e alta senescência.

Palavras-chave:Células-tronco mesenquimais. Cordão Umbilical. Geleia de Wharton

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador