CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DEDIFERENCIAÇÃO DAS CÉLULAS-TRONCO DO CORDÃOUMBILICAL

TREVISOL, Lívia Derder1; LEITE, Lidiane Maria Boldrini 3; WISCHRAL, Luccas 3; DAGA, Débora Regina 3; MARSARO, Daniela Boscaro 3; SCHAIDT, Bruna 3; SENEGAGLIA, Alexandra Cristina 3; REBELATTO, Carmen Lúcia Kuniyoshi 3; REBELATTO, Carmen Lucia Kuniyoshi2;

Resumo

Introdução:As células-tronco mesenquimais (CTMs) têm despertado grande interesse na medicina regenerativa como uma opção terapêutica. O cordão umbilical humano é considerado uma fonte promissora de CTMs que desempenham um papel importante na modulação da resposta inflamatória e no reparo tecidual. As CTMs do tecido do cordão umbilical (TCU) podem ser encontradas na Geleia de Wharton, artéria, veia ou área perivascular. No entanto, ainda não está bem definido qual seria o melhor local de obtenção das CTMs provenientes do TCU e o melhor protocolo para utilização na pesquisa clínica.

Objetivo:Realizar o isolamento das células-tronco mesenquimais obtidas do cordão umbilical por diferentes métodos e comparar as características imunofenotípicas e o potencial de diferenciação celular.

Metodologia:Os cordões umbilicais (n = 4) foram coletados no Centro Obstétrico, imediatamente após o parto. Cada cordão foi dividido em três partes iguais, as quais foram processadas por três métodos de isolamento: Explante, Geleia de Wharton e Enzimático. As CTMs foram caracterizadas por citometria de fluxo e a viabilidade foi determinada pelo corante vital 7-AAD e pelo marcador de apoptose Anexina. Foram realizadas as diferenciações adipogênica, osteogênica e condrogênica, as trocas de meio ocorreram por 21 dias e as células foram coradas com os corantes específicos para cada linhagem.

Resultados:De acordo com os métodos de isolamento testados, uma das amostras isoladas da Geleia de Wharton, não proliferou in vitro não sendo possível realizar as avaliações. A média de viabilidade das amostras foi superior a 81% com taxa de apoptose inferior a 3,6%, nos três métodos testados. Na caracterização imunofenotípica para as amostras isoladas pelos métodos Explante, Geleia de Wharton e Enzimático, houve, respectivamente, positividade para os marcadores de superfície CD29 (99,07% vs. 93,15% vs. 97,77%) e CD73 (97,77% vs. 93,75% vs. 96,50%) e negatividade para CD14 (0,83% vs. 1,45% vs. 1,04%), CD19 (1,48% vs. 0,65% vs. 0,85%), CD34 (0,17% vs. 0,88% vs. 0,24%), CD45 (1,19% vs. 1,20% vs. 1,46%), HLA-DR (1,09% vs. 1,09% vs. 0,49%). Em relação as amostras da Geleia de Wharton, houve diferença na expressão dos marcadores CD90 (52,50%), CD105 (64,80%) e CD31 (42,16%), enquanto nas células obtidas pelos métodos do Explante e Enzimático, os resultados foram semelhantes CD90 (99,03% vs. 99,83%), CD105 (96,70% vs. 96,60%), respectivamente. Os ensaios de diferenciação adipogênica, osteogênica e condrogênica demonstraram, respectivamente, a formação de vacúolos lipídicos, acúmulo de cristais de cálcio e presença de proteoglicanas na matriz e lacunas ao redor dos condrócitos jovens. Foi possível caracterizar as CTMs isoladas pelos métodos enzimático e do explante, de acordo com os critérios mínimos definidos pela International Society for Cell Therapy. No entanto, os resultados da Geleia de Wharton indicam a heterogeneidade das amostras, sugerindo a presença de células endoteliais além das CTMs.

Conclusões:Podemos concluir que os métodos mais eficazes de obtenção de CTMs do TCU foram o enzimático e o explante, possibilitando a utilização destes protocolos na pesquisa clínica.

Palavras-chave:Cordão umbilical. células-tronco mesenquimais. diferenciação. caracterização imunofenotípica

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador