MORTALIDADE POR AIDS NO BRASIL

CAMPOS, Giorgia Maria Moreira de1; NETO, João Rodrigues 3; BAENA, Cristina Pellegrino2;

Resumo

Introdução:A doença conhecida como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Tal doença tem sido considerada um problema de saúde pública que ameaça a vida da população brasileira. Apesar do advento da terapia anti-retroviral, que propiciou um aumento na expectativa e qualidade de vida dos indivíduos portadores do vírus, as taxas de mortalidade por AIDS tem demostrado um aumento significativo, principalmente em pessoas com mais de 60 anos. Realizar um estudo a cerca dessa epidemia é importante, pois auxiliará no monitoramento e avaliação do impacto das medidas de controle do HIV/AIDS, bem como no planejamento de políticas públicas de saúde e planejamento de ações de promoção e prevenção a serem executadas por entidades públicas e privadas

Objetivo:Descrever e analisar a tendência de óbito por Aids no Brasil nos últimos 10 anos.

Metodologia:Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo observacional ecológico dos óbitos por Aids de indivíduos residentes no Brasil, com 15 anos ou mais no momento do óbito por AIDS, com dados secundários, incluídos no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS)/Ministério da Saúde (MS), incluídos no período entre 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2016. As taxas padronizadas foram calculadas separadamente para cada região e sexo. Para a análise de tendência em cada região foi ajustado um modelo de Regressão Linear Múltiplo Hierárquico considerando região, sexo e tempo como variáveis independentes e a taxa padronizada como variável dependente o teste de Wald foi utilizado para comparações entre sexos e regiões. O mesmo modelo foi usado para as projeções das taxas para os anos de 2017 a 2021 com os respectivos intervalos de 95% de confiança e, também, para estimar as mudanças anuais médias nas taxas, por região e por sexo. Todos os testes foram bilaterais, usando o nível de significância de 5% (p<0,05). Os dados foram analisados com o programa computacional Stata/SE v.14.1. StataCorpLP, USA.

Resultados:As taxas de óbito por AIDS se mostraram elevadas em indivíduos da terceira idade em todas as regiões, é evidente que essa população necessita de um atendimento mais frequente e amplo, haja visto que se trata de uma população vulnerável. Sabemos também que a sexualidade e envelhecimento ainda é um tabu, principalmente quando associado ao vírus HIV, a doença traz muitos desafios a serem enfrentados, desde o preconceito da sociedade aos efeitos do tratamento anti-retroviral nessa população. Além disso, em regiões como norte e nordeste, consideradas menos favorecidas, houve um aumento maior da mortalidade por AIDS em relação as demais regiões. É importante considerar implementação de políticas de saúde pública mais eficazes nesses lugares, para assim promover acesso a informação sobre a doença em uma tentativa de diminuir as taxas de óbito.

Conclusões:Capacitar os profissionais da saúde no manejo dessa doença é de fundamental importância, além de investir em campanhas de acesso a informação, prevenção e educação para população, de forma que possamos tentar controlar novamente a epidemia que vem causando tantas mortes.

Palavras-chave: AIDS. HIV. Envelhecimento. Mortalidade. Saúde Pública.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador