PRÁTICAS DE VIDA E CONSUMO EM PARQUES URBANOS DE CURITIBA

MADUREIRA, Tayna Ferreira1; SENA, Taisa Vieira2;

Resumo

Introdução:Na contemporaneidade a maior parte da população do mundo vive em cidades ou próximo delas. No Brasil, de acordo com o IBGE (2010), 84,4% da população vive em áreas urbanizadas. Com mais de um milhão e meio de habitantes, Curitiba é conhecida como uma das melhores cidades para se viver no país. Acredita-se que a cidade é um conjunto de linguagens sincréticas que formam um sistema de significação. Neste contexto, a presente pesquisa visa analisar as práticas sociais (vida e sentidos) que circundam quatro parques urbanos da capital paranaense: o Passeio Público, o Parque Barigui, o Jardim Botânico e o Parque Bacacheri. Este estudo faz parte do grupo de Tendências em Design, integrada à linha de pesquisa em produção e consumo, que busca desenvolver material com seu cerne em tendências relacionadas à produção e ao consumo de bens e serviços.

Objetivo:Verificar atributos sensíveis dos parques analisados, visando identificar e nomear uma tipologia de modos de vida e consumo dos mesmos através do desenvolvimento de um cronograma de observações.

Metodologia:A pesquisa foi desenvolvida a partir do cumprimento do cronograma, realizando estudo teórico e de campo, tendo como base teórica e de análise a Semiótica discursiva de Greimas e seu desdobramento com a sociossemiótica de Landowski, e os apontamentos de semiótica e moda de Castilho e Martins. Utilizou-se também da volta à literatura base para complementar os dados coletados, além de embasar o desenvolvimento teórico.

Resultados:As características de cada local influenciam na forma de interação do indivíduo com o ambiente, e estes aspectos estão intrinsicamente ligados a maneira com que o sujeito se apresenta e comporta em cada espaço. Através das observações, anotações e pesquisas, executou-se o mapeamento das práticas de vida e consumo em cada parque analisado. As informações coletadas foram substanciais para a estruturação do nível fundamental do corpus de análise da semiótica discursiva: o quadrado semiótico, que consiste na representação visual das oposições semânticas percebidas. A partir do nível fundamental foi possível nomear quatro tipos de consumidores dos parques da capital: o consumidor Influenciado(r), o Contagiante, o Conveniente e o Prático, e assim, definir suas oposições semânticas.

Conclusões:A percepção e criação da tipologia possibilitou a identificação dos consumidores principais de cada parque e também como estes apropriam-se de todos os outros locais, mesmo que em menor quantidade, promovendo deste modo, abertura a novos estudos sobre a pluralidade de consumidores em cada parque da capital.

Palavras-chave:Consumidores. Parques Urbanos. Curitiba

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador