MODULAÇÃO DA PROTEÍNA QUINASE ATIVADA POR ADENOSINA MONOFOSFATO SOBRE METABOLISMO DO CÁLCIO EM CÉLULAS MUSCULARES (L6)

VASCONCELLOS, Franciane Thais Falcão1; PINHO, Ricardo Aurino de2;

Resumo

Introdução:As doenças metabólicas, como obesidade e diabetes, têm aumentado significativamente devido ao estilo de vida adotado na sociedade moderna e trazido consequências graves para a saúde da população mundial. Diferentes intervenções farmacológicas e comportamentais têm sido sugeridas por especialistas para reduzir a incidência dessas doenças, porém a efetividade ainda é questionável e merece, portanto, atenção dos investigadores. Nesse cenário, o exercício físico tem sido um importante aliado terapêutico tanto no tratamento quanto na prevenção dessas doenças. Porém, alguns mecanismos envolvidos em vias metabólicas de células musculares e endoteliais sob condições inflamatórias ainda não estão elucidados, em especial, o papel da AMPK no metabolismo do cálcio e estresse oxidativo.

Objetivo:Esse estudo teve por objetivo central verificar os efeitos “in vitro” da ativação da AMPK sobre parâmetros de estresse oxidativo e metabolismo do cálcio em células musculares e endoteliais expostas ao LPS.

Metodologia:Cultivo celular das linhagens endotelial (EA.hy926) e muscular (C2C12) foram inicialmente testadas e expostas a um modelo in vitro de inflamação ativada por LPS com ou sem H2O2, na presença ou ausência do inibidor de cálcio (Dantrolone) e do mimetizador da AMPK, o AICAR. Análise das proteínas envolvidas no metabolismo do cálcio (NCX, SERCA2, PLB, Rianodina), de biomarcadores de stress oxidativo (DCF, GSH-GSSG, Sulfidrila e 4-HNE) e viabilidade mitoconfrial (MTT) pelas técnicas de Citometria de Fluxo, Western Blotting e ensaios imunoenzimáticos.

Resultados:Observamos até o momento, que a concentração de LPS inicialmente indicada para estimular através da inflamação, o aumento do nível de ERO nas células musculares, é insuficiente para as células endoteliais. Portanto, o modelo experimental foi alterado, incluído a potencialização com o peróxido de hidrogênio (H2O2), além de aumentar a dosagem e o tempo de exposição do próprio LPS para essa linhagem. Também verificamos que a inibição do cálcio intracelular aumentou significativamente os níveis de ERO e esses valores permaneceram elevados quando expostos ao LPS+ H2O2.

Conclusões:As etapas até aqui realizadas, embora inconclusivas, demostram que a inibição intracelular de cálcio contribui para modular a produção de ERO em células endoteliais.

Palavras-chave:Células musculares e endoteleiais. Estresse oxidativo. Cálcio. AMPK. Exercício físico

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador