ANÁLISE DA TAXA DE INFECÇÃO NO PROCESSO DECAPTAÇÃO DE TECIDO ÓSSEO

FERRARO, Alexandre Curi1; VIALLE, Luiz Roberto Gomes2;

Resumo

Introdução:O uso de enxertos ósseos faz parte da rotina de cirurgias de várias áreas médicas(1,2). Aloenxertos podem ser indicados em revisões de artroplastia, reconstruções cirúrgicas de joelho, grandes alterações ósseas por traumas ou cirurgias por tumor (2), sendo também utilizados em menor número em neurocirurgias e na reconstrução cirúrgica buco maxilar (1) entre diversas outras. O crescente uso de enxertos ósseos levou ao aumento na demanda de ossos alogênicos em diversas áreas médicas (2). Os bancos de ossos surgiram com o principal objetivo de suprir essa crescente demanda e providenciar tecidos seguros e apropriados para cirurgiões (3). Por esta razão, fez-se necessário implantar um processo de captação criterioso, haja vista que a coleta de enxertos impróprios é custosa e ineficiente (4). Desse modo, garantir um procedimento com menores taxas de infecção resultará em maior disponibilidade de tecidos viáveis e em economia de recursos.

Objetivo:Analisar as taxas de infecção nos processos de captação de um banco de ossos, determinando as taxas obtidas por cada uma das equipes responsáveis e comparar com os dados descritos na literatura.

Metodologia:Nos anos de 2017 e 2018 foram obtidas 1317 peças de doadores vivos e falecidos, todos devidamente registrados no banco de dados do BTME. Por meio de relatórios gerados através do programa deste banco de dados e processados no Excel 2010 foram analisados todos os 277 resultados positivos de cultura microbiológica realizadas pelas equipes de captação de tecido musculoesquelético ligadas ao BTME da PUCPR no período de 2017 e 2018. Através de análise estatística, foi realizada uma comparação e análise da evolução dessas taxas e determinação de seus principais patógenos.

Resultados:No ano de 2017, das 819 peças coletadas, 223 foram desqualificadas antes mesmo de serem processadas, obtendo uma taxa de descarte pré-processamento de 27,23%. O motivo do descarte foi o crescimento microbiológico em 69,06% das peças desprezadas, 154 no total (peças infectadas/descartes totais). A taxa de infecção total (peças infectadas/peças coletadas) foi de 18,8%No ano de 2017, das 819 peças coletadas, 223 foram desqualificadas antes mesmo de serem processadas, obtendo uma taxa de descarte pré-processamento de 27,23%. O motivo do descarte foi o crescimento microbiológico em 69,06% das peças desprezadas, 154 no total (peças infectadas/descartes totais). A taxa de infecção total (peças infectadas/peças coletadas) foi de 18,8%No ano de 2017, das 819 peças coletadas, 223 foram desqualificadas antes mesmo de serem processadas, obtendo uma taxa de descarte pré-processamento de 27,23%. O motivo do descarte foi o crescimento microbiológico em 69,06% das peças desprezadas, 154 no total (peças infectadas/descartes totais). A taxa de infecção total (peças infectadas/peças coletadas) foi de 18,8%.

Conclusões:O grupo das bactérias de baixa virulência Staphylococcus coagulase Negativos são os mais prevalentes. Em relação as bactérias de maior virulência, a prevalência de S. aureus parece ser maior do que os outros estudos disponíveis, além de apresentar um aumento na taxa de prevalência de 2017 para 2018. Devido às cepas altamente virulentas desta bactéria, novos estudos devem ser conduzidos para a identificação destas cepas nos hospitais paranaenses.

Palavras-chave:Infecção. Banco de Ossos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador