ANÁLISE DAS VARIÁVEIS QUE ENVOLVEM A COTA DE INFECÇÃO DE TECIDOS ÓSSEOS EM SEU PROCESSAMENTO EM UM BANCO DE OSSOS

SCHMITT, Bernardo Testoni1; VIALLE, Luiz Roberto Gomes2;

Resumo

Introdução:Desde o ressurgimento do interesse pela aloenxertia óssea a partir da década de 70, houve aumento na demanda de ossos alogênicos em várias disciplinas médicas. Um banco de ossos operante no Brasil segue um padrão para aperfeiçoar suas funções e requisitos mínimos de segurança e isso é custoso; dessa maneira , colher enxertos impróprios com testes adicionais é ineficiente, e então garantir menores taxas de infecção nos processos do banco de ossos significa menor desperdício de recursos, menor risco de infecção pós-operatória do receptor e diminuição do número de descartes ósseos.

Objetivo:Avaliar a taxa de infecção nos seguintes procedimentos de um banco de ossos: processamento do enxerto em geral (corte, moagem, desinfecção) e seu armazenamento, caracterizando assim sua viabilidade. Objetivos específicos: 1) Caracterizar os principais patógenos que infectam os tecidos. 2) Avaliar a taxa de infecção de cada equipe responsável pelo processamento do tecido. 3) Demonstrar quais os processamentos (corte, moagem, liofilização) de tecido que mais infectam. 4) Comparar os resultados obtidos com a literatura mundial.

Metodologia:O material utilizado para obtenção dos dados da pesquisa foi por meio do sistema operacional e banco de dados do próprio Bando de Tecidos Humanos da PUC-PR, no período de 2017-2018, os quais foram tabulados em ferramenta Excel 2010. O pesquisador ainda acompanha periodicamente os processos de manuseio dos tecidos musculoesqueléticos e suas culturas microbiológicas na rotina no Banco de Tecidos Humanos.

Resultados:O resultado de maior impacto é a taxa de infecção dos tecidos pós-processamento que caiu de 24,97% em 2017 para 7,61% em 2018. Observou-se também que o descarte em geral não mudou de um ano para o outro, mas a microbiologia como descarte representou em 2018 44,31%, quase metade dos 92,97% encontrados em 2017. Os patógenos encontrados nas culturas microbiológicas são de baixa virulência, visto que 58% dos mesmos são representados por Propionibacyerium acnes, Bacillus sp. e Elizabethkingia meningoseptica.

Conclusões:O Banco de Tecidos Musculoesqueléticos da PUC-PR em sua taxa de infecção geral obteve resultado semelhante ao encontrado em outras literaturas, e pode-se observar uma curva de aprendizado de um ano para outro. Há de se considerar ainda que 2017 foi o primeiro ano de vigência do banco de tecidos e por esse motivo as taxas de infecção nesse ano foram mais elevadas.

Palavras-chave:Banco de ossos. Infecção. Enxerto ósseo de banco. Tecido musculoesquelético

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador