ESTUDOS PÓS-COLONIAIS NA FILOSOFIA DA DIÁSPORA

FRANÇA, Luana Fernandes de1; NASCIMENTO, Sergio Luis do2;

Resumo

Introdução:A presente pesquisa sobre Filosofia Africana, no contexto da descolonialidade, está vinculada à linha de pesquisa Relações étnico-raciais indígenas: identidade e decolonialidade, alocado no Núcleo de Direitos Humanos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Este trabalho tem como finalidade levantar a problemática do racismo na sociedade brasileira, resultado do processo de colonização que estabelece, até hoje, os descendentes da diáspora africana e indígena como uma raça inferior; criando o imaginário de que esses grupos seriam irracionais, sem cultura e inteligência. Os estudos sobre o conceito de "descolonialidade" foi trabalhado como processo de ruptura tanto do pensamento eurocêntrico, como da ideia de uma democracia racial.

Objetivo:Buscou-se desenvolver uma reflexão sobre o legado cultural e histórico da filosofia da diáspora e da descolonização, analisando o processo de ruptura do pensamento colonial. Identificou-se os autores responsáveis por esse processo de rompimento, permitindo assim reconhecer os pesquisadores com vieses para uma ciência descolonial.

Metodologia:Materiais e Método: Para o desenvolvimento do presente trabalho, optou-se pela metodologia Hermenêutica de Profundidade (HP), proposta por John Thompson. Trata-se de um modelo metodológico para os estudos voltados à descoberta de relações de dominação articulada (a) pelos meios de comunicação de massa e (b) pela ideologia dominante, entendida como manutenção das relações de poder. Nesta pesquisa foram abordados alguns aspectos essenciais para a utilização dessa metodologia, que se desenvolve por três etapas principais: (1) a análise sócio-histórica, (2) a análise formal, e (3) a interpretação/reinterpretação dos dados.

Resultados:O processo de descolonização é uma tentativa de explicação temporal a respeito do pós-colonialismo. Trata-se de uma abordagem crítica que se propõe a superar a crise de compreensão produzida pela incapacidade de antigas teorias de explicar o mundo. Sendo assim, analisamos a capacidade de fazer uma releitura da colonização, bem como do tempo presente, a partir de uma escrita descentrada (da diáspora) e global (das grandes narrativas imperiais do passado, que estiveram centradas na nação).

Conclusões:A formulação dessa base de conhecimento traz a possibilidade de incorporar a experiência negra e indígena não apenas na formulação do conhecimento, mas também, por meio de projetos afirmativos, no enfrentamento dos problemas raciais.

Palavras-chave:Descolonização. Colonialismo. Hermenêutica. Eurocentrismo

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador