APLICAÇÃO DAS RADIOGRAFIAS OBLÍQUAS NAS LESÕES DISTAIS DO RÁDIO

SILVA, Vitória Akemi Macedo da1; GIOSTRI, Giana Silveira2;

Resumo

Introdução:A radiografia simples é o método diagnóstico mais indicado para a identificação das lesões distais do rádio (LDR), sendo esses parâmetros utilizados para a adequada decisão terapêutica e consequente diminuição de complicações. As incidências rotineiramente solicitadas, muitas vezes, não fornecem informações suficientes para análise completa do comprometimento articular e da fragmentação óssea do rádio, tanto em lesões mais simples ou mais complexas.

Objetivo:Comparar a identificação de traços articulares e de cominuição metafisária nas projeções convencionais do punho (frente e perfil) e nas projeções oblíquas em dois grupos de LDR (simples e complexa) e se há diferenças entre os grupos.

Metodologia:Trata-se de um estudo transversal, no qual foram catalogadas 200 radiografias iniciais de pacientes com o diagnóstico de LDR, registradas no sistema hospitalar do Hospital Universitário Cajuru. Quinze casos de cada grupo foram selecionados para avaliação no questionário. Seis cirurgiões da mão, com no mínimo 5 anos de experiência após a especialização, responderam ao questionário eletrônico com perguntas objetivas sobre seis elementos: visualização de traço articular, fragmentação óssea, acometimento das colunas do rádio, conduta para o caso clínico após análise das radiografias e necessidade de radiografias adicionais ou tomografia computadorizada. Após a finalização dos questionários por todos os entrevistados, os dados qualitativos foram tabulados como variáveis no programa Microsoft Excel. Após, foi utilizado o software Statistica para análise multivariada para identificar padrões entre as variáveis envolvidas. Além disso as técnicas de mineração de dados aplicadas foram a correlação linear, análise fatorial e de agrupamento de dados (árvore de agrupamento e método k-Means).

Resultados:A análise multivariada demonstrou como correlações relevantes entre as variáveis: traço da fratura considerada com a observação das oblíquas entre o avaliador A e B; segurança no diagnóstico realizado com frente e perfil (PC) e o tratamento escolhido após visualização das oblíquas (PO) avaliador B; segurança no diagnóstico realizado com PC e traço da fratura considerado com a observação de PC pelo avaliador B; traço da fratura considerado com a observação de PC e PO pelo avaliador D; traço da fratura considerado com a observação de PC e segurança no diagnóstico realizado com PC e traço da fratura considerada com a observação de PC pelo avaliador B; tratamento escolhido após visualização das PO e segurança no diagnóstico realizado com PC pelo avaliador B; traço da fratura considerado com a observação de PC e PO pelo avaliador B; traço da fratura considerado com a observação de PC e PO pelo avaliador D; tratamento escolhido após visualização das PO e traço da fratura considerado com a observação de PC pelo avaliador B; segurança no diagnóstico realizado com PC e traço da fratura considerado com a observação de PO pelo avaliador B. Foi observado correlação dos casos não complexas e instáveis complexas.

Conclusões:A interpretação das projeções radiográficas de uma fratura simples e complexa exige treinamento diferenciado. O estudo aponta que as radiografias oblíquas agregam informação para diagnóstico de algumas lesões distais do rádio.

Palavras-chave:Rádio. Rádio distal. Fratura. Radiografias. Oblíqua.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador