LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE O EFEITO DA FADIGA MUSCULAR NA POSTURA CORPORAL

BONTORIN, ALAN WILSON 1; SCHEEREN, Eduardo Mendonca 2;

Resumo

Introdução:O controle postural é responsável por manter o equilíbrio. Esse equilíbrio é mantido pela interação do Sistema Nervoso Central (SNC), com o sistema neuromuscular, por meio de impulsos nervosos enviados à musculatura. A contração dos músculos do tornozelo ajuda na recuperação do equilíbrio, e entre eles está o grupo muscular tríceps sural (TS), que é a musculatura subdivida em gastrocnêmio medial (GM), gastrocnêmio lateral (GL), e o sóleo (SO). Cada músculo possui um tipo de fibra predominante, sendo assim, um fator que interfere na velocidade de contração e propensão ao processo de fadiga, que é a incapacidade de manter a produção de força por determinado período. A Eletromiografia (EMG) ajuda a entender a atuação de um músculo, como cada um apresenta tipos de fibras diferentes, podem também apresentar uma característica particular no diagnóstico da fadiga por meio da EMG, sendo que os músculos compostos de fibras do tipo I, mais resistentes, apresentam um período mais prolongado para demonstrar a fadiga através da EMG, quando comparadas às fibras do tipo II, que são mais potentes e menos resistentes à fadiga.

Objetivo:Realizar o levantamento de dados sobre o efeito da fadiga muscular na postura corporal e auxiliar em um projeto PIBIC.

Metodologia:Foi realizado o levantamento de dados sobre o efeito da fadiga muscular na postura corporal, através de algumas plataformas de pesquisa entre Agosto de 2018 a Maio de 2019. O presente estudo também fez parte de um projeto de PIBIC onde foi avaliado a Root Mean Square (RMS) e Median Frequency (MF) de nove participantes que passaram pelo processo de fadiga, por meio de um equipamento com interface entre células de carga e um software com biofeedback, desenvolvido para manter a isometria de flexão plantar a 40% da contração voluntária máxima até o participante ser incapaz de sustentar a força.

Resultados:O estudo realizado investigou o que a fadiga muscular gera na postura corporal na posição ortostática, sendo uma incapacidade de manter certa tarefa por determinado período com determinada intensidade, então após os músculos fadigarem, eles não vão manter os mesmos níveis de força.

Conclusões:Ao investigar as estratégias de contração dos músculos que compõem o tríceps sural durante processo de fadiga muscular em posição ortostática, não houve diferença estatisticamente significativa no recrutamento de Unidades Motoras, porém foi possível identificar uma modificação na ativação neuromuscular do Gastrocnêmio Medial da perna esquerda.

Palavras-chave: Controle postural. Fadiga. Equilíbrio. Eletromiografia.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador