AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO E A ATITUDE DOS DIABÉTICOS TIPO 1 FRENTE AO TRATAMENTO ANTES E DEPOIS DE PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM DIABETES DO CEMEPAR/SESA - PR

CORDEIRO, Wiliam Coradin1; OLIVEIRA, Nayanne Hevelin dos Santos 3; RAMOS, Cassio Slompo2;

Resumo

Introdução:O diabetes melitus (DM) é uma doença que acarreta um estado de hiperglicemia e complicações crônicas. Sua prevalência tem aumentado e o sucesso do tratamento é um desafio por seu caráter complexo e crônico. Programas de educação em saúde se mostram grandes aliados no papel de controle e prevenção das complicações e podem reduzir custos na saúde pública.

Objetivo:Avaliar o grau de atitude e conhecimento em relação ao tratamento de pacientes com diabetes melitus tipo 1 (DM1) cadastrados no programa de análogos de insulina da CEMEPAR/SESA (Centro de medicamentos do Paraná / Secretaria Estadual de Saúde) antes e após programa educativo em grupo.

Metodologia:Foram analisados os dados de 75 pacientes que compareceram a pelo menos dois dos três encontros educativos. Todos responderam ao questionário DSMP (Diabetes Self-Management Profile) antes e após o curso de educação. Este questionário avalia o grau de atitude e conhecimento frente ao tratamento do diabetes em 5 domínios : hipoglicemia, exercício, insulina, alimentação e teste de glicose. Foram coletados os dados demográficos e de tratamento do diabetes.

Resultados:Houve uma melhora significativa nas médias dos escores nos questionários DMSP quando comparados os resultados pré e pós curso (p<0,000). Quando avaliados os diferentes domínios do questionário, os que apresentaram diferença significativa foram hipoglicemia, alimentação e teste de glicose. Quase 30% dos pacientes monitorava sua glicemia 1 ou 2 vezes ao dia e 36% usavam dose fixa de insulina no período prandial, o que pode acarretar em uso de doses inadequadas de insulina prandial.

Conclusões:Pode-se concluir que o programa de educação adotado neste estudo melhorou os escores de conhecimentos e atitudes dos pacientes frente ao tratamento do diabetes medido pelo DMSP. As diferenças de resultados nos diferentes domínios permite traçar estratégias para reforçar a orientação educativa posterior em pontos específicos do tratamento. Esse achado permite inferir que os programas de educação voltados aos pacientes com DM podem ser uma ferramenta de educação em saúde e um importante mecanismo para promover a participação ativa dos indivíduos em seu tratamento.

Palavras-chave:Diabetes melitus. Educação em saúde. Autocuidado

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador