DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DA RESISTÊNCIA ANTI-HELMÍNTICA EM REBANHOS OVINOS DA REGIÃO OESTE DO PARANÁ

OLIVEIRA, Ana Cristina Amaral de1; COVATTI, Marcos Felipe 3; MARASCHIN, Patricia Pellegrini 3; ZULPO, Dauton Luiz2;

Resumo

Introdução:A ovinocultura é um setor que enfrenta problemas sanitários associados às helmintoses, estas limitam o desenvolvimento da atividade gerando perdas econômicas, sendo necessário o uso de anti-helmínticos para combater estes parasitas gastrointestinais, porém, devido a administração incorreta de fármacos, promoveu-se a seleção de helmintos mais resistentes gerando assim a resistência aos fármacos para esta espécie.

Objetivo:No presente estudo, objetivou-se diagnosticar a situação da resistência anti-helmíntica em rebanhos de ovinos na região Oeste do Paraná, Brasil, e os gêneros de helmintos gastrintestinais nela envolvidos.

Metodologia:O projeto foi realizado utilizando duas propriedades localizadas na região Oeste do Paraná, com no mínimo 70 indivíduos por propriedade, as ovelhas foram de ambos os sexos, com nenhum padrão racial definido, com nenhum tratamento anti-helmíntico por pelo menos dois meses antes do experimento. Ao início do estudo, foram colhidas as amostras individualmente destas duas propriedades, sendo que no dia zero foram realizadas coletas das amostras fecais diretamente da ampola retal e, posteriormente processadas pela técnica de OPG. Os animais de cada propriedade foram divididos em sete grupos (contendo 10 animais cada), sendo que cada grupo recebeu um anti-helmíntico, num total de seis princípios ativos testados e um grupo foi deixado como controle, recebendo apenas solução fisiológica. Os grupos ficaram assim divididos: G1 - animais medicados com levamizol (Ripercol®), por via subcutânea na dose de 7,5mg/kg, G2 – Invermectina (Ivomec®) por via subcutânea na dose de 0,2 mg/kg, G3 -Moxidectina (Cydectin®) por via subcutânea na dose de 0,2 mg/kg, G4- Monepantel (Zolvix®) por via oral na dose de 2,5 mg/kg, G5 – Closantel (Diantel®) por via oral na dose de10mg/kg, G6 – Albendazol (Endazol®) por via oral na dose de 3,5mg/kg e o Grupo 7 – grupo controle, recebeu solução fisiológica. Quatorze dias após o tratamento foi realizada uma nova visita à propriedade para a coleta de fezes para determinação da OPG no pós-tratamento, determinando a eficiência dos fármacos administrados.

Resultados:Os dados obtidos indicam a presença da resistência anti-helmíntica nas duas propriedades. A propriedade 1 (P1) revelou que dois grupos apresentaram eficácia acima de 95%, estes que receberam Levamizol (G1) e Closantel (G5) com eficácia de 96,33% e 95,41%, respectivamente, estes caracterizados como fármacos não resistentes segundo o MAPA. Já para a Propriedade 2 (P2) todos os seis princípios ativos utilizados apresentaram eficácia abaixo de 95% sendo considerados fármacos resistentes.

Conclusões:Concluímos que o estudo realizado na da região Oeste do Paraná-Brasil, mostrou que uma propriedade apresentou resistência a todos os fármacos testados, já para a outra propriedade duas moléculas sintéticas são recomendadas ao rebanho ovinos. Novos estudos são recomendados para um melhor levantamento do diagnóstico da situação da resistência na espécie animal.

Palavras-chave:Helmintos. Ovinocultura. Verminose

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador