ESTUDO DA EPIDEMIOLOGIA URBANA EM CASOS DE DENGUE EM GESTANTES DE CIDADES DO PARANÁ

SCHAITZA, Elvira Maria Costa1; SOUZA, Fabio Teodoro de2;

Resumo

Introdução:O conhecimento dos padrões de proliferação do mosquito e de incidência da Dengue associados às variáveis urbanas e clínicas é indispensável para gestão em saúde pública. A pesquisa busca elucidar padrões de incidência de Dengue na cidade de Londrina com enfoque na população de gestantes. Assim como em outras arboviroses, esta população apresenta-se supostamente mais vulnerável.

Objetivo:Estabelecer relações entre dados clínico-epidemiológicos de casos de Dengue em gestantes e mulheres em idade fértil e padrões de distribuição urbana.

Metodologia:Foram utilizados dados referentes ao número de casos de Dengue notificados pela cidade de Londrina entre os anos de 2007 a 2017 através do Sistema de Informações de Agravos de Notificação SINAN. Os casos de gestantes foram selecionados e divididos de acordo com idade gestacional. O número absoluto de notificações de suspeita de Dengue foi dividido pelas regiões da cidade estabelecidas por órgãos oficiais.

Resultados:O número absoluto de notificações de suspeita de Dengue foi de 83982. Destes, foram selecionados os casos de notificação de pacientes femininas, sendo excluídos sexo ignorado e com campo não preenchido, totalizando 43260 (51,49%) casos. Destas, de acordo com a classificação do IBGE para mulheres em idade fértil (15 a 49 anos), 25683 notificações foram em mulheres nesta faixa etária, excluídos os casos não identificados por idade. Foram identificadas 803 gestantes e 24880 mulheres em idade fértil não gestantes. Foram excluídos os casos em mulheres fora da faixa etária ou idade não preenchida e casos em que idade gestacional estava marcada de maneira incoerente ou não estava preenchida. O maior número de notificações foi obtido na região Norte da cidade. Análises estatísticas foram obtidas através do teste qui-quadrado e p-valor <0,05 foi considerado significativo em todos os testes. Não foram estabelecidas correlações relevantes na comparação do desfecho entre o grupo de gestantes e não gestante ou de desfecho por distribuição em regiões.

Conclusões:Apesar de não encontradas relações espaciais significativas neste estudo, é possível aprofundar a investigação ambiente-cidade-doença.

Palavras-chave:Dengue. Gravidez. Epidemiologia. Saúde Pública

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador