AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO CAPIM VAQUERO (CYNODON DACTYLON) SUBMETIDO A DIFERENTES FONTES DE NITROGÊNIO

WAGNER, Bruna Marcela1; FERREIRA, Kelly Caroline 3; CORREA, Dayara Hoc 3; AGOPIAN, Gabriel Zolino 3; DUARTE, Sarah 3; FUKUMOTO, Nelson Massaru2;

Resumo

Introdução:O Brasil possui maior rebanho comercial do mundo e cultiva aproximadamente 200 milhões de hectares de pastagens. Uma forrageira importante na região sul é o capim vaquero, possui bom valor nutricional, digestibilidade e produção de forragem, sendo utilizado na produção de feno, silagem e pastejo. Esta também apresenta necessidade de solos corrigidos e alta adubação de manutenção, dentre as exigências, o nitrogênio é o mais demandado, pois favorece o crescimento e desenvolvimento da forragem proporcionando um efeito positivo na produção e rendimento. Como fontes de nitrogênio pode-se citar o dejeto líquido de suínos e a cama utilizada em sistema de confinamento de bovinos leiteiros (Compost barn), ambas disponíveis em decorrência da intensa atividade de criação de suínos e bovinos leiteiros na região oeste do Paraná.

Objetivo:O presente experimento teve como objetivo avaliar a composição química da pastagem de capim vaquero (Cynodon dactylon cv. vaquero) submetida a diferentes fontes de nitrogênio.

Metodologia:O experimento foi realizado no Campus Experimental da PUCPR Campus Toledo, O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com três tratamentos e quatro repetições, totalizando 12 parcelas de 2m x 2m, os tratamentos foram dejeto liquido suíno, cama de Compost Barn e sulfato de amônio. Após 30 dias de aplicação foram realizadas as coletas e as amostras foram secas e processadas no Laboratório de Nutrição Animal. A aplicação e coleta foram repetidas 2 vezes e as amostras unidas, para amostra composta. Foram realizadas análises de matéria seca (MS), proteína bruta (PB) cinza/matéria mineral (MM), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), lignina e nitrogênio não proteico (fração A/NNP). Para análise de dados de variância e teste de médias (Tukey) ao nível de 5% de probabilidade. O programa computacional estatístico utilizado foi Sisvar 5.3.

Resultados:Observou-se diferença significativa (P<0,05) em teores de proteína bruta e matéria seca, entre o tratamento utilizando o Compost Barn e os demais, no qual o mesmo apresentou valores médios de 11,61% de proteína bruta, sendo inferior aos 17,94% do tratamento com dejeto suíno e 18,66% de PB no tratamento com sulfato de amônio. Já em percentual de matéria seca, o tratamento apresentou maior valor, de 31,96% de MS, sendo superior (P<0,05) ao teor de matéria seca dos demais tratamentos que apresentaram MS próxima de 27%. Quanto aos valores de fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, lignina, matéria mineral e nitrogênio não proteico, não se obteve diferença significativa (P>0,05) entre os tratamentos testados.

Conclusões:O tratamento utilizando dejeto suíno mostrou resultados semelhantes ao tratamento realizado com sulfato de amônio. Portanto, faz-se uma alternativa viável e positiva como fonte de nitrogênio para pastagens, tendo em vista o grande volume de produção suinícola no oeste paranaense e a necessidade de descarte destes dejetos produzidos aliado ao bom desempenho das forrageiras sob o tratamento com o mesmo.

Palavras-chave:Adubação. Plantas forrageiras. Valor nutricional.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador