ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, ANGIOGRÁFICAS E DOS DESFECHOS INTRA- HOSPITALARES DOS PACIENTES ADMITIDOS POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONARIANA PERCUTÂNEA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO.

LAMPA, Felipe Martins1; JORGE, Jose Carlos Moura2;

Resumo

Introdução:As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, de modo que a cardiopatia isquêmica está entre as mais prevalentes. Dentre as manifestações clínicas da doença, o infarto agudo do miocárdio (IAM) é a que apresenta a maior mortalidade, apesar do avanço terapêutico nas últimas décadas.A terapia de reperfusão precoce por meio da intervenção coronariana percutânea consolidou-se como a principal forma de tratamento do infarto agudo do miocárdio, sendo determinante para o desfecho, redução da área de isquemia, preservação da função ventricular e redução de morbimortalidade.

Objetivo:O estudo teve por objetivo avaliar os principais fatores associados a desfechos cardiovasculares intra-hospitalares dos pacientes com IAMCSST que chegam a um hospital terciário.

Metodologia:Foi realizado um estudo retrospectivo e transversal, a partir da análise de registros dos prontuários e laudos angiográficos, em que foram incluídos 365 pacientes diagnosticados com IAMCSST e encaminhados à angioplastia primária.

Resultados:Os resultados revelaram que os fatores idade, característica clínica à admissão, Diabetes Mellitus, nefropatia induzida por contraste, complicações durante cateterismo e resultados angiográficos insatisfatórios estão fortemente associadas a complicações cardiovasculares intra-hospitalares.Quando agrupadas na análise multivariada, apenas TIMI Final 0/1 (p=0,015; IC95% 1,25 – 8,04), complicações durante CATE (p<0,001; IC95% 1,94 – 7,57) e Diabetes Mellitus (p=0,009; IC95% 1,26 – 5,09) comportaram-se como estatisticamente relevantes para o desenvolvimento de MACE. A ocorrência de NIC não obteve relevância estatística nesta amostra (p=0,062; IC95% 0,97 – 4,10)

Conclusões:Mostrou-se notável que em nossos registros há uma alta taxa de pacientes com risco clínico basal elevado, bem como a presença de médias elevadas dos tempos porta-balão, índices comparativamente inferiores de sucesso angiográfico, bem como uma nítida preferência pela via femoral de acesso e, consequentemente, a ocorrência de índices maiores de desfechos cardiovasculares desfavoráveis no ambiente intra-hospitalar.Contudo, os fatores tempo porta-balão e o longo período de início dos sintomas até a chegada ao centro terciário encontrados em nossos registros, apesar de preocupantes, são também passíveis de intervenção por meio de medidas organizacionais intra e extra hospitalares, comportando-se, portanto, como variáveis modificáveis. Ademais, estima-se que uma mudança na preferência pela via de acesso (radial vs femoral) também poderia trazer benefícios para os pacientes.

Palavras-chave:Infarto Agudo do Miocárdio. Angioplastia. Major Adverse Cardiac Events

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador