PAISAGEM SEGURA: ENSAIO AMPLIADO EM METRÓPOLES BRASILEIRAS

SILVA, Julio Cesar Barros da1; BELNIAKI, Amanda Cerioni 3; HARDT, Carlos 3; FAMELI, Ester de Oliveira 3; PASSOS, Hiago Batista de 3; ABADE, Victor Augusto Bosquilia 3; HARDT, Leticia Peret Antunes2;

Resumo

Introdução:Em termos genéricos, a pesquisa visa à formulação de subsídios para prevenção de percursos violentos e para conformação de paisagens ‘seguras’ no âmbito da gestão democrática de cidades, assim como à interpretação da efetividade de planos diretores municipais na melhoria da qualidade paisagística.

Objetivo:Nessas circunstâncias, seu objetivo geral é avaliar padrões qualitativos e morfológico-funcionais da paisagem urbana associados à violência em metrópoles brasileiras, identificando técnicas, métodos, teorias e conceitos básicos para analisar sensações de insegurança e comportamentos sociais da população em seus trajetos associados àqueles percursos.

Metodologia:A investigação foi desenvolvida por meio de procedimentos exploratórios, descritivos e analíticos, sendo levantados pontos de ocorrência de roubos e furtos nas zonas centrais de dez metrópoles brasileiras das cinco regiões do país (Sul: Curitiba, PR e Porto Alegre, RS, Sudeste: Belo Horizonte, MG e São Paulo, SP, Centro-Oeste: Cuiabá, MT e Goiânia, GO, Nordeste: Recife, PE e Salvador, BA, Norte: Belém, PA e Manaus, AM). A partir da classificação numérica de critérios que envolvem fuga, visibilidade e vitalidade, foram avaliados os aspectos físicos e utilitários por fotos panorâmicas adjacentes ao local de ocorrência dos delitos, retiradas da ferramenta Google Street View.

Resultados:Como resultados, constata-se que 59% das metrópoles analisadas têm nível médio-baixo de potencial de segurança, o que demonstra a relação entre a ocorrência dos crimes às oportunidades engendradas pelo entorno imediato no espaço urbano. Além disso, as regiões Norte e Nordeste revelam mais pontos com baixos padrões favoráveis à condição de proteção, coincidentemente com maior número de incidência dos crimes tipificados. Por sua vez, os planos diretores municipais das dez capitais estaduais não relacionam diretamente as questões paisagísticas às referentes a áreas centrais e à criminalidade.

Conclusões:Destaca-se, todavia, que as diferenças socioeconômicas e políticas se sobrepõem aos graus de segurança quando os aspectos de desenho urbano seguro não são aplicados em sua integralidade, abrangendo variáveis materiais e funcionais. Diante do exposto, conclui-se sobre a conveniência da aproximação das discussões sobre a temática em processos de planejamento e gestão, incorporando variáveis que influenciam o ordenamento urbanístico nas estratégias espaciais visando à seguridade pública.

Palavras-chave: Paisagem urbana. Áreas centrais. Pontos de crime. Padrões morfológico-funcionais. Planejamento e gestão de cidades.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador