INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO GENÉTICO C.238G>C (TPMT*2) NA SUSCEPTIBILIDADE E PROGNÓSTICO DA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA INFANTO-JUVENIL

PUPIM, Maria Clara Santos1; OLIVEIRA, Carlos Eduardo Coral de2;

Resumo

Introdução:: A leucemia linfoide aguda (LLA) é o câncer mais comum na infância, e a ausência de fatores etiológicos representa um grande desafio a ser transposto. Melhora significativa no tratamento da LLA tem sido obtida com os protocolos recentes, entretanto um grupo menor de pacientes apresenta toxicidade excessiva, com resposta adversa importante, o que se relaciona com baixo sucesso e menor sobrevida. Neste sentido, foram descritos polimorfismos no gene codificador da enzima tiopurina S-metil transferase (TPMT), o que foi relacionado a menor atividade enzimática e consequente prognóstico ruim.

Objetivo:Neste estudo do tipo caso-controle foi avaliada a influência da variante polimórfica TPMT*2 na suscetibilidade e prognóstico da LLA infantojuvenil.

Metodologia:Amostras de sangue periférico de 61 pacientes com LLA, provenientes do Hospital do Câncer de Londrina e 73 indivíduos controle, livres de neoplasia, foram coletadas e submetidas a extração de DNA pelo método Salting out. Após a quantificação das amostras, o DNA foi submetido a reação em cadeia da polimerase alelo específica (AS-PCR) para amplificação dos alelos G ou C, usando primers específicos. A genotipagem foi avaliada após eletroforese em gel de poliacrilamida 10% corado com nitrato de prata.

Resultados:A idade dos pacientes com LLA e os indivíduos controle variou de 3 meses a 19 anos (média LLA= 9,6 ± 6,9 anos; controle= 11,2 ± 5,5 anos). Havia aproximadamente a mesma porcentagem de homens e mulheres nos dois grupos (controle: 53,4% de homens e 46,6% de mulheres; LLA: 52,5% de homens e 47,5% de mulheres). Entre os pacientes com LLA, 42 (68,9%) foram classificados como de alto risco para recidiva e 19 (31,1%) foram classificados como de baixo risco. O polimorfismo TPMT*2 não demonstrou associação com a suscetibilidade à doença. Ainda, foi demonstrado que o genótipo TPMT*2 não foi relacionado ao risco de recidiva nesta população de pacientes com LLA (p>0,05).

Conclusões:Embora a variante polimórfica TPMT*2 não foi relacionada ao prognóstico nesta população, sugere-se que a combinação de outras variantes polimórficas deva exercer impacto significativo na expressão da enzima TPMT, o que, desta forma, poderia alterar a resposta à quimioterapia.

Palavras-chave:Leucemia Linfoide Aguda. TPMT. Polimorfismo Genético

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador