ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO CASO-CONTROLE DO POLIMORFISMO GENÉTICO C460 G>A (TPMT*3A E TPMT*3B) NA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA INFANTO-JUVENIL

MORIOKA, Paula Rye1; OLIVEIRA, Carlos Eduardo Coral de2;

Resumo

Introdução:A leucemia linfoide aguda (LLA) é a desordem maligna mais prevalente em crianças, com elevadas taxas de cura quando diagnosticada precocemente. Entretanto, um número de indivíduos com LLA apresenta prognóstico ruim, com presença de recidiva. Um dos fatores relacionados às recidivas é a resposta ao tratamento quimioterápico, que pode ser influenciada pela presença de polimorfismos em genes relacionados ao metabolismo, como o TPMT. Este gene codifica uma transferase de tiopurinas, e a presença de polimorfismos no TPMT foram associados com toxicidade aguda relacionada a 6-mercaptopurina, uma tioguanina frequentemente usada da terapia para LLA.

Objetivo:Este estudo teve por objetivo avaliar a frequência dos genótipos do polimorfismo c.640G>A (TPMT*3) do gene TPMT em pacientes com LLA e controles livres de neoplasia, e analisar suas associações com a suscetibilidade e prognóstico da doença.

Metodologia:O estudo caso-controle foi conduzido com a coleta de sangue periférico de 61 pacientes com LLA provenientes do Hospital do Câncer de Londrina, e de 73 indivíduos controle, livres de neoplasia, provenientes do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina. Todos os responsáveis pelos pacientes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. O DNA extraído dos leucócitos foi submetido a reação em cadeia da polimerase, e posteriormente o produto foi digerido com a enzima de restrição Mwo I, para genotipagem do polimorfismo TPMT*3.

Resultados:A faixa etária dos pacientes com LLA e dos indivíduos controle variou de 3 meses a 19 anos (média controle= 11,2 ± 5,5 anos; LLA= 9,6 ± 6,9 anos). A distribuição de indivíduos do sexo masculino e feminino nos dois grupos foi aproximadamente a mesma (controle: 53,4% masculino e 46,6% feminino; LLA: 52,5% masculino e 47,5% feminino). Segundo a classificação de risco, 68,9% (42) foram classificados como de alto risco 31,1% (19) foram classificados como de baixo risco de recidiva. O polimorfismo TPMT*3 não foi associado a suscetibilidade à doença na amostra avaliada (p>0,05). Do mesmo modo, o estudo de associação para determinação de risco de recidiva da doença revelou que o polimorfismo TPMT*3 (c.640G>A) não foi relacionado ao risco de recidiva nesta população de pacientes com LLA (p=0,78).

Conclusões:Neste projeto, a distribuição de genótipos do polimorfismo TPMT*3 não variou entre os grupos de pacientes com LLA e indivíduos livres de neoplasia. E, após a avaliação dos genótipos do polimorfismo TPMT*3, não foi encontrada associação com o risco de recidiva para portadores do alelo variante.

Palavras-chave:Leucemia Linfoide Aguda. TPMT. Polimorfismos genéticos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador