O IMPACTO DA ESCOLARIDADE NAS QUESTÕES DE PLANEJAMENTO FAMILIAR EM UMA COMUNIDADE DO DISTRITO SANITÁRIO CAJURU EM CURITIBA - PR

CONTINI, Amanda Licheski1; SEDREZ, Paulo de Tarso2;

Resumo

Introdução:O planejamento familiar tem como base métodos e técnicas de concepção e contracepção, cientificamente aceitos, que não colocam em risco a vida e a saúde das pessoas, garantindo, assegurando por Lei o direito à liberdade de opção. Embora tenha sido projetado para atingir todos os cidadãos, o planejamento familiar ainda é precário, não atingindo grande parte da população. Esse tipo de planejamento deve ser uma iniciativa substancial e continuada, envolvendo as várias temáticas que lhe são pertinentes.

Objetivo:Constitui-se como objetivo geral avaliar se o grau de escolaridade é determinante para o maior planejamento familiar em uma área de abrangência no distrito sanitário Cajuru. Como objetivos específicos, consta buscar identificar outros fatores relacionados com a ausência ou a presença de planejamento familiar, elaborando um banco de dados sobre tal problemática.

Metodologia:O presente estudo estruturou-se com base na revisão de literatura acerca do tema “o impacto do nível de escolaridade sobre a adesão ao planejamento familiar”, caracterizada como pesquisa exploratório-descritiva com abordagem quantitativa e em pesquisa de campo, através da aplicação do instrumento de pesquisa Planejamento da Parentalidade no Contexto da Bioética. O instrumento foi composto de 56 perguntas e aplicado para uma amostra de 680 pessoas no Distrito Sanitário do Cajuru, em Curitiba. Questões relacionadas ao acesso à política de planejamento familiar, à participação conjunta do casal, à idade na primeira gestão, ao grau de escolaridade na época da primeira gestação e atualmente, bem como a fonte das informações sobre planejamento familiar foram analisadas através do programa SPSS/IBM.

Resultados:Foi possível inferir que o acesso a informações e serviços sobre planejamento familiar é não democrático, contrariando o que prega a Lei, já que o estudo mostrou que cerca de metade da população estudada não tem nenhum tipo de alcance sobre esse assunto. No que tange questão do grau de escolaridade, o presente estudo demonstrou que, para a amostra estudada, essa não foi uma variável relevante para a questão do planejamento familiar. Diferentemente quando relacionada com a coparticipação do casal no projeto da primeira gravidez, que se evidenciou um dado bastante significativo, além da idade que, independentemente do nível educacional, mostrou que o planejamento familiar é mais presenta na vida de indivíduos acima dos 22 anos de idade. Agora, no que se refere à origem das informações sobre sexualidade e parentalidade, a maior contingente de orientações é fruto de amigos e familiares, deixando os profissionais de saúde em segundo plano na temática.

Conclusões:A partir da análise dos dados constatou-se que, diferente do que se acreditava, que o maior grau de escolaridade não representa uma maior adesão a técnicas de planejamento familiar. Pode-se considerar, também, a necessidade de investimentos em serviços especializados, com características que facilitem o acesso precoce, bem como atendam aos anseios dos indivíduos que, por algum motivo, não utilizam os serviços de planejamento familiar disponíveis.

Palavras-chave:Planejamento familiar. Parentalidade. Escolaridade

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador