PREVALÊNCIA DA RESISTÊNCIA INSULÍNICA E SÍNDROME METABÓLICA EM ADULTOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

OLIVEIRA, Ana Julia de1; MONTEMOR, Claudia Nascimento2;

Resumo

Introdução:O Diabetes Mellitus (DM) é considerado uma doença crônica e epidemia mundial. É classificada em tipo 1, 2, gestacional e outros. O DM1 tem por princípio básico a destruição das células ß-pancreáticas por um processo autoimune. Porém, estudos mais recentes afirmam a hipótese de que, além dos fatores genéticos envolvidos na doença, a obesidade e o sedentarismo teriam papel fundamental no aparecimento de resistência à insulina (RI) nesses indivíduos. Essa relação foi nomeada como “diabetes duplo”, uma vez que associa a RI, gênese do DM2, com o defeito na produção de insulina do DM1. Indivíduos com DM1 apresentam menores taxas de sensibilidade à insulina, agravando ainda mais o risco de complicações cardiovasculares da doença, principal causa de morbimortalidade nessa população, e dificultando o controle glicêmico. Com isso, cada vez mais, esses pacientes têm apresentado fenótipos de síndrome metabólica (SM), com hipertensão, obesidade abdominal e dislipidemia. O principal fármaco utilizado na RI/SM é a metformina, um hipoglicemiante oral, que tem a capacidade de diminuir a produção hepática de glicose e aumentar a sua captação pelos músculos. Na população com DM1, com o uso desse fármaco já se observou uma diminuição na necessidade de insulina, atuando no peso desses pacientes, com queda no índice de massa corpórea (IMC) e da cintura abdominal.

Objetivo:Verificar a prevalência de RI e SM em indivíduos adultos portadores de DM1 de dois centros de especialidades médicas do município de Londrina-PR e região metropolitana.

Metodologia:Trata-se de um estudo transversal com 59 participantes, em que foram analisados exames laboratoriais, dados antropométricos e aplicado um questionário sobre hábitos de vida e comorbidades. Para inferir a RI, foi realizado o cálculo da taxa de disponibilização de glicose por meio de fórmula validada.

Resultados:Foram encontrados 12 participantes que apresentavam SM, sendo a maioria do sexo feminino. Nesses indivíduos, a RI foi maior que nos que não apresentavam a síndrome, além de uma taxa de nefropatia também maior nesses indivíduos.

Conclusões:Os valores encontrados evidenciam um aumento no número de indivíduos com DM1 associado a RI/SM, elevando o risco cardiovascular, já aumentado pela doença de base, e dificultando o controle glicêmico. O uso de hipoglicemiantes, como a metformina, pode ser uma estratégia importante no tratamento dessa população, porém estudos com amostras maiores e métodos mais precisos são necessários para avaliação da obesidade abdominal associada a RI no DM1.

Palavras-chave:Diabetes Mellitus Tipo 1. Resistência à Insulina. Síndrome Metabólica. Metformina

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador