UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO DA HETERONOMIA DA VONTADE PARA A AUTONOMIA DA VONTADE EM KANT

JESUS, Ezequiel Barros Barbosa de1; PELLISSARI, Mauro2;

Resumo

Introdução:No contexto atual, o ser humano tem problematizado questões relacionadas ao seu agir e pode encontrar na filosofia uma ferramenta de auxílio para lidar com tais problemas.

Objetivo:O objetivo desta pesquisa consiste em analisar como se dá a possibilidade de uma ação moral, considerando a antropologia pragmática, dentro do processo de transição da heteronomia da vontade para a autonomia em Kant. Para a realização de tal tarefa será necessário o cumprimento dos seguintes objetivos específicos: analisar os aspectos antropológicos da natureza humana (sensível e racional), compreender como a faculdade da razão prática se torna essencial para a autonomia da vontade e analisar a relação dos conceitos de Autonomia e Liberdade.

Metodologia:O referencial teórico norteador será fundamentalmente a Antropologia de um Ponto de Vista Pragmático, a Fundamentação da Metafísica dos Costumes e a Crítica da Razão Prática, acrescidos da Crítica da Razão Pura e os textos interpretativos destas obras.

Resultados:A reflexão aqui proposta relaciona-se com o problema referente a possibilidade de se estabelecer uma relação entre a ciência antropológica de Kant e sua filosofia crítica. Pormenores é possível atribuir a antropologia pragmática, enquanto uma parte empírica da ética, a função de facilitar a aplicabilidade das leis morais expressas na doutrina moral kantiana. No que tange aos aspectos constituintes da natureza humana, estes podem ser classificados duplamente em sensível e racional, e estão correlacionados diretamente com a ação. Em suma, o primeiro aspecto (sensível) condiciona a vontade de escolha do agente, pois leva-o a construir suas máximas a partir de seus desejos egoísta e de suas experiências no mundo; o segundo (racional), contudo, prescreve e determina a vontade humana por meio de princípios a priori, não derivados de uma relação externa do sujeito, mas dados internamente pela própria faculdade da razão. A inquietude kantiana reside justamente no fato de identificar em qual desses dois elementos da natureza humana reside a fonte de toda moralidade.

Conclusões:A ação moral ocorre quando a o agente age determinado por princípios práticos racionais, que demarcam a emancipação de uma vontade heterônoma sujeita as inclinações do egoísmo para uma vontade autônoma que passa a ser auto legisladora de suas próprias leis morais.

Palavras-chave: Kant. Moral. Antropologia. Ação. Vontade.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador